Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Arraial do Cabo capacita profissionais da educação em primeiros socorros
Costa do Sol
Arraial do Cabo capacita profissionais da educação em primeiros socorros
Cidades do RJ entram na lista do Novo PAC para modernização do transporte
Geral
Cidades do RJ entram na lista do Novo PAC para modernização do transporte
Parque RJ São Gonçalo será inaugurado com programação do Sesc Verão 2026
São Gonçalo
Parque RJ São Gonçalo será inaugurado com programação do Sesc Verão 2026
TJRJ autoriza inclusão de concessionárias privadas em ações contra a Cedae
Estado
TJRJ autoriza inclusão de concessionárias privadas em ações contra a Cedae
Rio inicia testes para integrar ônibus da Baixada ao sistema BRT
Rio de Janeiro
Rio inicia testes para integrar ônibus da Baixada ao sistema BRT
Alerj inicia debate sobre eleição indireta para governador do Rio
Política
Alerj inicia debate sobre eleição indireta para governador do Rio
Belford Roxo anuncia instalação de 300 câmeras com inteligência artificial
Baixada Fluminense
Belford Roxo anuncia instalação de 300 câmeras com inteligência artificial

MPF é acionado para apurar venda e leilões de itens nazistas no Brasil

Conselho Nacional de Direitos Humanos aponta risco de apologia ao nazismo, discurso de ódio e falhas na fiscalização de lojas e plataformas digitais

Siga-nos no

Reprodução

O Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH) acionou o Ministério Público Federal (MPF) para investigar a venda e o leilão de itens associados ao nazismo no Brasil. A representação pede a abertura de inquérito civil e/ou criminal para apurar a comercialização desses objetos em lojas físicas e em plataformas digitais, informa Lauro Jardim, em O Globo.

Segundo o CNDH, a prática pode configurar apologia ao nazismo, contribuir para a banalização do discurso de ódio e violar a Lei do Racismo, além de tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil é signatário. O pedido foi protocolado diante da recorrência de anúncios e leilões que exibem símbolos e objetos ligados ao regime nazista.

Suspeita de apologia e discurso de ódio

No documento enviado ao MPF, o conselho sustenta que a circulação desses itens vai além do colecionismo histórico e pode reforçar ideologias extremistas. Para o órgão, a ausência de um controle efetivo do Estado acaba permitindo a normalização de símbolos associados a crimes contra a humanidade.

A representação destaca que a comercialização desse tipo de material cria um ambiente permissivo para discursos de ódio, dificultando a responsabilização de vendedores, intermediários e compradores.

Vácuo institucional na fiscalização

O CNDH também chama atenção para um vácuo institucional que estaria favorecendo a circulação dos itens. Conforme revelou O Globo, leiloeiros afirmam encaminhar catálogos ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), utilizando o nome do órgão como uma espécie de salvaguarda institucional.

O próprio Iphan, no entanto, esclareceu que não autoriza nem aprova leilões. O instituto informou que sua atuação se limita ao cadastro de negociantes, sem competência legal para fiscalizar ou vetar o conteúdo dos itens ofertados, atribuindo parte da responsabilidade de fiscalização à população.

Pedido de apuração ampla ao MPF

A representação foi assinada pela presidente do CNDH, Ivana Leal, e pelos advogados Maria Fernanda Cunha e Carlos Nicodemos, que também atua como conselheiro relator. Para eles, a falta de um órgão claramente responsável pela fiscalização contribui para a impunidade e para a continuidade da prática.

O CNDH solicitou que o MPF investigue toda a cadeia envolvida na comercialização, incluindo a origem dos itens, vendedores, compradores, plataformas digitais utilizadas, fluxos financeiros e eventuais vínculos com grupos extremistas. O conselho também pediu que seja informado sobre as providências adotadas pelo Ministério Público no caso.