Dois policiais militares aposentados acusados de integrar a organização criminosa chefiada pelo bicheiro Rogério de Andrade foram presos na manhã desta quinta-feira (29/01) no Rio.
Marcos Antônio de Oliveira Machado e Carlos André Carneiro de Souza também são acusados de fazer a segurança de pontos de exploração de máquinas de caça-níquel.
A ação faz parte da segunda fase da Operação Pretorianos, desencadeada pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público, que também denunciou Rogério de Andrade por constituição de organização criminosa voltada à exploração ilegal de jogos de azar e à corrupção ativa.
Rogério de Andrade e o PM aposentado Carlos André Carneiro também são acusados de suborno a um PM da ativa em troca de informações sigilosas de operações policiais e de direcionamento de ações contra criminosos rivais.
O contraventor está no presídio federal de Campo Grande (MS) desde outubro de 2024. Nesta segunda-feira (26), o Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ) negou recurso da defesa e decidiu mantê-lo na unidade de segurança máxima. Rogério de Andrade será interrogado na próxima semana no processo que apura a morte do também contraventor Fernando Iggnácio, executado a tiros em novembro de 2020 no Recreio, Zona Sudoeste do Rio.
Na mesma audiência, também será interrogado o ex-policial militar Gilmar Eneas Lisboa, acusado de participação no assassinato. A viúva Carmem Lúcia e outras testemunhas também serão ouvidas.
O interrogatório será conduzido pela 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por meio de videoconferência. O contraventor foi denunciado pelo Ministério Público como o mandante do homicídio, atribuído a uma disputa pelo controle do jogo de bicho no Rio.






