O governo de Minas Gerais aplicou multa de R$ 1,7 milhão à Vale por danos ambientais provocados por vazamentos de água em duas de suas minas, localizadas em Congonhas e Ouro Preto. As irregularidades foram identificadas após fiscalização que apontou falhas no sistema de drenagem.
Os incidentes ocorreram no domingo (25) e na segunda-feira (26). Não houve registro de vítimas. Na Mina de Fábrica, em Congonhas, o vazamento atingiu cerca de 262 mil metros cúbicos de água com sedimentos, que seguiram em direção ao Rio Maranhão. Já na Mina de Viga, em Ouro Preto, houve lançamento de sedimentos no Córrego Maria José e também no Rio Maranhão.
Por meio da secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o governo estadual determinou a suspensão das atividades da Vale nas duas minas por tempo indeterminado.
Todos os impactos causados pelos vazamentos foram mapeados e deverão ser reparados pela empresa e o valor da multa poderá ser ampliado caso novas irregularidades sejam constatadas.
Outro vazamento
A Prefeitura de Congonhas informou ainda a ocorrência de um terceiro vazamento, registrado nesta quinta-feira (29), em uma mina da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). De acordo com o município, o problema foi identificado no dique de Fraile, na mina Casa de Pedra.
Em nota, a CSN negou a existência de falha e afirmou que, conforme manifestação da própria prefeitura, não houve extravasamento, transbordamento ou rompimento em estruturas de barragens ou contenção de sedimentos. A empresa sustentou que o episódio está relacionado apenas à drenagem de estradas de terra e ao carreamento de resíduos e galhos provocado pelas fortes chuvas, sem vínculo com suas barragens ou atividades operacionais.






