A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) decretou nesta quinta-feira (29/01) a interdição total da Refit, antiga refinaria de Manguinhos, após uma nova inspeção técnica constatar condições operacionais consideradas inseguras
De acordo com a ANP, os fiscais identificaram falhas que aumentam significativamente o risco de acidentes e incêndios, o que levou à suspensão completa das atividades da unidade.
Até então, a refinaria operava de forma limitada. Desde o ano passado, apenas a torre de refino estava interditada, enquanto tanques de armazenamento e sistemas de formulação de combustíveis continuavam em funcionamento. Com a nova decisão, todas as operações foram bloqueadas.
A interdição ocorre enquanto a Refit segue no centro de investigações conduzidas por órgãos federais e estaduais. A empresa foi alvo da Operação Poço de Lobato, que apura um suposto esquema sofisticado de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro.
Segundo investigadores, o grupo empresarial ligado à refinaria teria utilizado empresas de fachada, fundos de investimento e offshores em paraísos fiscais para ocultar lucros e blindar patrimônio. As apurações indicam que o conglomerado movimentou mais de R$ 70 bilhões em apenas um ano.
Associado ao empresário Ricardo Magro, o grupo é apontado pela Receita Federal como o maior devedor de ICMS do estado de São Paulo, o segundo maior do Rio de Janeiro e um dos principais devedores da União.
De acordo com as investigações, o esquema teria provocado um prejuízo estimado em R$ 26 bilhões aos cofres públicos estaduais e federais.






