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Bancada Rubro Negra discute com Flamengo diferença de imposto cobrado para SAFs e clubes

Deputado Julio Lopes afirma que SAFs são diferentes de clubes de futebol associativos

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reprodução

Deputados e senadores da chamada “Bancada Rubro Negra” discutem amanhã durante jantar com o presidente do Clube de Regatas do Flamengo, o imposto sobre as atividades incidentes das SAFs, assim como o imposto que incide nos clubes de futebol que têm atividades associativas.

As Sociedades Anônimas de Futebol (SAFs) foram criadas no Brasil pela Lei 14.193, com a finalidade de modernizar e ajudar a sanear as dívidas dos clubes, mas enfrentam inseguranças jurídicas, dificuldades financeiras e críticas sobre sua implementação. A promessa era a de aporte de capital, mas muitos clubes ainda enfrentam dificuldades com dívidas acumuladas de cerca de R$ 1 bilhão, já que a falta de transparência nas negociações acabam criando injustiças para torcedores e investidores.

De acordo com o deputado Julio Lopes (PP), ex-presidente do clube e flamenguista de coração e carteirinha, o problema é que hoje as Sociedades Anônimas de Futebol (SAFs) pagam 5% de imposto, enquanto os clubes são obrigados a pagar 15%. “Não há motivos para discriminar os clubes associativos como o flamengo, que se reestruturaram e hoje são exemplo de sucesso na administração financeira para o país e para o mundo, fazendo com que o clube esteja entre as trinta maiores instituições esportivas do mundo. Fora da Europa, o Clube de Regatas do Flamengo é o time de futebol mais rico do mundo. Isso é o resultado de uma boa administração e um trabalho associativo importante do clube, que precisa ter também um reconhecimento e um imposto no mínimo igual a das SAFs, que são diferentes de clubes associativos”, explica Julio.