Preso preventivamente sob a acusação de ser um dos mandantes do assassinato de Marielle Franco, o ex-deputado federal Chiquinho Brazão solicitou autorização ao Supremo Tribunal Federal para se consultar com um psiquiatra. Segundo informa a coluna de Paulo Cappelli, no portal Metrópoles, o pedido foi encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso na Corte.
Desde 2025, Brazão cumpre prisão domiciliar no Rio de Janeiro por decisão de Moraes, em razão de problemas de saúde apresentados pela defesa. Mesmo fora do sistema prisional, todas as movimentações e atendimentos médicos do ex-parlamentar dependem de autorização judicial.
Médico indicado e vínculos profissionais
O psiquiatra escolhido para atender Chiquinho Brazão é Wilson Reis Amendoeira, que mantém consultório no bairro do Leblon, na zona sul do Rio de Janeiro. O profissional foi indicado pela também psiquiatra Maria Cristina Reis Amendoeira, responsável pelo acompanhamento médico da esposa do ex-deputado.
Ambos integram a direção da Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro, entidade que reúne profissionais da área e atua na formação e supervisão clínica de psicanalistas.
Pedido ainda aguarda autorização
A primeira consulta chegou a ser previamente agendada por um dos filhos de Brazão para o dia 11 de fevereiro. No entanto, o atendimento só poderá ocorrer após autorização expressa do ministro Alexandre de Moraes.
Seguindo o trâmite habitual em casos semelhantes, o relator deverá encaminhar o pedido para manifestação da Procuradoria-Geral da República. O parecer da PGR costuma subsidiar a decisão do Supremo em solicitações envolvendo réus ou investigados sob medidas cautelares.






