Mais de duas mil profissões registraram afastamentos do trabalho por transtornos mentais no Brasil. Dados do Ministério da Previdência Social mostram que, em 2025, mais de 500 mil benefícios foram concedidos por problemas ligados à saúde mental, número que representa um novo recorde no país e confirma uma tendência de alta observada desde o ano anterior.
Entre as profissões com maior número de afastamentos estão vendedor do comércio varejista, faxineiro, auxiliar de escritório, assistente administrativo e trabalhadores da linha de produção. São ocupações que, em geral, lidam com atendimento ao público, pressão por metas, rotinas repetitivas e pouca flexibilidade no dia a dia de trabalho.
Especialistas apontam que a organização do mercado de trabalho tem impacto direto nesse cenário. Contratos precários, medo do desemprego, jornadas longas, excesso de cobrança e falta de autonomia são fatores que aumentam o risco de adoecimento mental. Profissões expostas à violência urbana, como motoristas e vigilantes, também aparecem com destaque nos registros de licenças.
Em 2025, o Brasil contabilizou mais de 546 mil afastamentos por saúde mental, principalmente por ansiedade e depressão. Além do impacto social, o problema também gera custos elevados: estimativas indicam que as licenças podem ter representado quase R$ 4 bilhões em gastos no ano. Para especialistas, os números reforçam a urgência de políticas públicas e medidas nas empresas para proteger a saúde mental dos trabalhadores.






