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Morte de cão Orelha mobiliza protestos em diversas capitais brasileiras

No Rio de Janeiro, foram convocadas duas caminhadas de protesto

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reprodução

A morte do cão Orelha, em Florianópolis, mobilizou uma série de protestos pelo país neste domingo (01/02). Manifestantes lotaram a Avenida Paulista, em São Paulo, com cartazes em que pediam justiça pelo cachorro e condenação dos envolvidos em violência contra os animais.

Orelha, um cachorro comunitário de cerca de dez anos, vivia na Praia Brava, na capital de Santa Catarina, e era cuidado pelos moradores. Ele foi agredido por adolescentes no último dia 4 de janeiro e, pela gravidade dos ferimentos, submetido à eutanásia.

O caso foi denunciado à polícia no dia 16. Inicialmente, quatro adolescentes foram investigados por envolvimento no crime – a participação de um deles foi recém-descartada pela Polícia Civil de Santa Catarina.

No Rio de Janeiro, foram convocadas duas caminhadas: às 10h, no Aterro do Flamengo, e às 16h, em Copacabana. a de Copacabana foi convocada pelo deputado federal Marcelo Queiroz, pedindo justiça pela morte do cachorro.

Em Belo Horizonte, capital mineira, a manifestação começou às 10h, na Feira Hippie. Em Florianópolis, onde Orelha foi morto, o ato ocorreu no trapiche da Avenida Beira Mar Norte, no centro da cidade.

Já em Vitória, capital do Espírito Santo, o protesto teve início às 10h, em frente ao Píer de Iemanjá, na Praia de Camburi.

Em Curitiba e Toledo, no Paraná, moradores, protetores independentes e representantes de ONGs se reuniram para cobrar rigor nas investigações e punição aos responsáveis por casos de violência contra animais. Na capital paranaense, o protesto ocorreu às 10h, no Parcão do Museu Oscar Niemeyer.

Em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, os manifestantes se reuniram no Parque Farroupilha, popularmente conhecido como Redenção, para protestar pela responsabilização criminal dos adolescentes suspeitos. A mobilização foi organizada pela sociedade civil e reuniu cerca de 500 pessoas, segundo a Brigada Militar. Alguns manifestantes levaram seus animais de estimação para a caminhada. Um dos cartazes enfatizou: “não são crianças, são assassinos”.

Em Belém, no Pará, dezenas de manifestantes se reuniram em frente ao Theatro da Paz, no bairro da Campina, com faixas, cartazes e camisas personalizadas.