Sob forte pressão política e após incidentes letais, o governo Donald Trump anunciou, nesta segunda-feira (2/02), a obrigatoriedade do uso de câmeras corporais por todos os agentes do Serviço de Imigração e Controle de Alfândega dos Estados Unidos (ICE). A medida marca um recuo estratégico da Casa Branca em resposta à crescente crise de imagem da polícia federal de imigração.
O programa terá início em Minneapolis, cidade que foi palco das recentes abordagens fatais dos cidadãos americanos Renee Good e Alex Pretti. Segundo a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, o uso dos equipamentos será implementado de forma gradual, com planos de expansão para todo o território nacional após a fase inicial.
A decisão é vista como uma tentativa de conter a onda de críticas que atinge as forças de segurança federais. A adoção da tecnologia era uma demanda tanto da oposição quanto de aliados do governo no Congresso, que defendem que o registro em vídeo permitirá Identificar falhas operacionais e abusos de autoridade, aumentar a transparência em abordagens de campo e garantir maior segurança jurídica tanto para agentes quanto para civis.
A implementação ocorre em um momento de alta tensão, com protestos e questionamentos sobre os protocolos de atuação da polícia de imigração em todo o país.






