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Obras sem autorização na Sapucaí são questionadas pelo Iphan

Instituto aponta perfurações e instalação de estruturas no Sambódromo, que é tombado desde 2021

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Reprodução

Às vésperas do Carnaval, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) acendeu o alerta sobre possíveis intervenções irregulares na Passarela do Samba da Marquês de Sapucaí, patrimônio tombado pelo órgão desde 2021. O instituto acompanha com preocupação obras realizadas sem autorização prévia no espaço, projetado por Oscar Niemeyer e inaugurado na década de 1980 durante o governo de Leonel Brizola.

De acordo com o Iphan, imagens divulgadas recentemente mostram intervenções na área da Praça da Apoteose. Estão sendo feitas a perfuração de concreto armado e a instalação de estruturas atribuídas à Liga Independente das Escolas de Samba do Rio (Liesa), sem que houvesse autorização do órgão federal responsável pela preservação do patrimônio histórico e cultural.

Pela legislação, qualquer modificação em bens tombados precisa ser previamente aprovada pelo instituto. O órgão afirma que acompanha o caso e mantém atenção redobrada com o impacto das estruturas temporárias montadas para o Carnaval.

A preocupação do Iphan não se restringe ao Sambódromo.

O instituto também monitora o circuito de blocos de rua no Centro do Rio, onde diversos cortejos passam por áreas que concentram imóveis e bens históricos protegidos. No fim de janeiro, o Ministério Público Federal ingressou com uma ação civil pública solicitando que a prefeitura apresente autorização prévia do Iphan para a realização de eventos carnavalescos em áreas tombadas.