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Advogada argentina é presa no Rio por injúria racial contra funcionários de bar

Vídeos com ofensas racistas em Ipanema levaram à decretação da prisão preventiva

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Foto: Reprodução

A Polícia Civil prendeu, na tarde desta sexta-feira (06), a advogada argentina Agostina Páez, investigada por injúria racial contra funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul do Rio de Janeiro. A prisão preventiva foi determinada pela 37ª Vara Criminal e cumprida por agentes da 11ª DP (Rocinha), que localizaram a estrangeira em um apartamento alugado no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste.

O caso ocorreu no dia 14 de janeiro e ganhou ampla repercussão após a divulgação de vídeos nas redes sociais. Nas imagens, Agostina aparece fazendo gestos associados a macacos e proferindo ofensas racistas contra trabalhadores do estabelecimento.

Segundo o depoimento de uma das vítimas, a confusão começou após um desentendimento sobre o valor da conta. Mesmo após ser advertida de que sua conduta configurava crime no Brasil, a turista teria continuado com os insultos.

Antes de ser presa, na quinta-feira (05), Agostina publicou um vídeo nas redes sociais dizendo estar com medo após a decretação da prisão preventiva. Ela alegou violação de direitos e pediu para não ser usada “como exemplo”. A Justiça, no entanto, entendeu que a permanência da investigada em liberdade poderia prejudicar o andamento do processo.

Agostina Páez, de 29 anos, é advogada e influenciadora digital na Argentina. Ela já cumpria medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica, e está impedida de deixar o país, com o passaporte apreendido. O crime de injúria racial prevê pena de dois a cinco anos de prisão. A acusada permanece à disposição da Justiça, enquanto as investigações seguem em andamento.