A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado vai ouvir, na próxima quarta-feira (11), às 9h, o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e o secretário estadual de Segurança Pública, Victor Cesar Carvalho dos Santos. Realizada em Brasília, a oitiva ocorre no âmbito das investigações sobre a atuação de facções criminosas e milícias no país e deve concentrar os holofotes sobre a política de segurança pública fluminense.
O convite para a participação do governador e do secretário foi apresentado pelo relator da CPI, senador Alessandro Vieira (MDB-SE). Segundo ele, a comissão busca ouvir gestores diretamente responsáveis pela formulação e execução das políticas de segurança nos estados, diante do caráter sistêmico e interestadual do crime organizado.
Durante a oitiva, Cláudio Castro deve responder a questionamentos sobre o enfrentamento às facções criminosas e às milícias no Rio, estado apontado por parlamentares como base territorial de uma das maiores organizações criminosas do país, o Comando Vermelho (CV).
Megaoperação deve entrar em pauta
Além do panorama geral da segurança pública, o governador também deverá ser instado a prestar esclarecimentos sobre a megaoperação policial realizada no fim de outubro do ano passado, que mobilizou um grande efetivo das forças de segurança e teve forte repercussão política e institucional. Senadores pretendem abordar os resultados da ação, os critérios adotados e seus impactos no combate ao crime organizado.
De acordo com o requerimento do relator, a presença de Castro e do secretário permitirá aprofundar o debate sobre temas como lavagem de dinheiro, dificuldades operacionais enfrentadas pelas polícias e a articulação entre estados e o governo federal no enfrentamento das organizações criminosas. A CPI também discute estratégias de inteligência e cooperação interestadual em curso.
Instalada para investigar a estrutura, o funcionamento e as redes de influência de facções e milícias em âmbito nacional, a comissão busca mapear entraves financeiros, legais e operacionais que dificultam a ação do poder público, além de reunir subsídios para a formulação de propostas legislativas e políticas públicas de alcance nacional.






