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Milhares de peixes aparecem mortos no posto 6 da Barra da Tijuca

Especialistas apontam descarte irregular após pesca industrial como principal hipótese para a mortandade

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reprodução redes sociais

Milhares de peixes da espécie corvina foram encontrados mortos na manhã desta segunda-feira (9) na altura do Posto 6, na Barra da Tijuca. A grande quantidade de animais espalhados pela faixa de areia chamou a atenção de banhistas e moradores da região, que registraram imagens e vídeos do cenário e relataram surpresa e preocupação com os impactos ambientais do episódio.

Equipes da Comlurb atuam a limpezna da praia e recolhendo os peixes ao longo da orla. Nas redes sociais, frequentadores da Barra compartilharam registros do ocorrido e questionaram as causas da mortandade.

De acordo com especialistas, a principal hipótese é de descarte irregular de peixes após uma operação de pesca. Episódios desse tipo não são considerados comuns e, segundo eles, e costumam estar associados a práticas de pesca predatória, ilegal ou acidental.

O biólogo Marcelo Szpilmann, diretor-presidente do AquaRio, explica que, em determinadas operações de pesca industrial, espécies que não são o alvo acabam presas às redes.

“Em operações de pesca industrial, como a realizada por traineiras que buscam sardinha para uso posterior na pesca de atum ou bonito, é comum que outras espécies acabem presas às redes. Quando isso acontece, esses peixes podem ser descartados ainda no mar por não terem valor comercial ou interesse para a embarcação”, diz Szpilmann.

A suspeita recai sobre embarcações do tipo traineira, utilizadas principalmente na captura de sardinha, que serve de isca para a pesca de espécies como atum e bonito. Durante esse processo, outros peixes podem ser capturados de forma não intencional.

Especialistas explicam que a corvina é uma espécie que vive próxima ao fundo do mar, o que aumenta a probabilidade de ser presa às redes durante esse tipo de operação. Como não é o alvo da pesca e não possui valor comercial para esse segmento específico, o descarte no oceano acaba sendo uma prática recorrente em situações irregulares.

Após a morte, os peixes tendem a inflar e, com a ação das correntes marítimas, são transportados até a faixa de areia, concentrando-se em determinados pontos da praia.

O caso deve ser apurado pelos órgãos ambientais.