Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Rádio Manchete desembarca na Cidade do Rock e inicia cobertura especial
Entretenimento
Rádio Manchete desembarca na Cidade do Rock e inicia cobertura especial
Prefeitura do Rio anuncia projeto de revitalização para a Bangu
Rio de Janeiro
Prefeitura do Rio anuncia projeto de revitalização para a Bangu
Faetec abre 12 mil vagas gratuitas em cursos técnicos no RJ
Estado
Faetec abre 12 mil vagas gratuitas em cursos técnicos no RJ
Benedita lidera disputa pelo Senado no Rio, aponta pesquisa Vetor Arrow
Política
Benedita lidera disputa pelo Senado no Rio, aponta pesquisa Vetor Arrow
Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais três poços na Foz do Amazonas
Brasil
Ibama autoriza Petrobras a perfurar mais três poços na Foz do Amazonas
Canella lidera ranking para deputado estadual e novas mudanças aparecem na Alerj
Política
Canella lidera ranking para deputado estadual e novas mudanças aparecem na Alerj
Rio entra em Estágio 2 por causa da operação do Rock in Rio
Rio de Janeiro
Rio entra em Estágio 2 por causa da operação do Rock in Rio
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Operação apura fraude de R$ 30 milhões no programa Farmácia Popular

Receita Federal, Polícia Federal e CGU investigam esquema de vendas fictícias de medicamentos em quatro estados

Siga-nos no

Foto: Reprodução

A Receita Federal, a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) deflagraram, nesta terça-feira (10), uma operação para investigar um esquema de desvio de recursos do programa Farmácia Popular, vinculado ao Ministério da Saúde. De acordo com os órgãos, o grupo suspeito teria causado um prejuízo estimado em R$ 30 milhões aos cofres públicos por meio de reembolsos irregulares.

A ação, batizada de Over the Counter — expressão em inglês que significa “sobre o balcão” — cumpriu quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pela 2ª Vara Federal de Dourados, em Mato Grosso do Sul. As diligências ocorrem simultaneamente nos estados da Paraíba, Rio Grande do Sul, Minas Gerais e São Paulo.

 

Como funcionava o esquema

Segundo a Receita Federal, as investigações indicam que a organização criminosa adquiria CNPJs de farmácias regularmente credenciadas no Farmácia Popular. Em seguida, os suspeitos nomeavam terceiros como responsáveis legais dessas empresas, utilizando os chamados “laranjas” para ocultar os verdadeiros controladores.

Com o domínio das drogarias, o grupo passava a registrar, em sistemas oficiais do governo federal, vendas fictícias de medicamentos. Essas transações simuladas geravam reembolsos indevidos, como se os estabelecimentos tivessem fornecido gratuitamente remédios a pacientes atendidos pelo programa.

O esquema explorava as regras do Farmácia Popular, que prevê o ressarcimento às farmácias privadas pela distribuição gratuita de medicamentos destinados, principalmente, ao tratamento de doenças crônicas como hipertensão e diabetes.

 

Programa ampliado e alvo de fraudes

Relançado e ampliado no primeiro ano do atual mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Farmácia Popular tornou-se uma das principais vitrines da política social do governo federal. O programa garante acesso gratuito ou com desconto a medicamentos essenciais por meio de parcerias com a rede privada.

De acordo com os investigadores, o grande volume de recursos movimentados pelo programa o torna vulnerável a fraudes estruturadas, que envolvem desde a aquisição de empresas até a manipulação de informações em bases de dados oficiais.

 

Início da investigação

A apuração teve início após a denúncia de uma pessoa física que identificou, vinculadas ao seu CPF, compras de medicamentos que nunca realizou. Os registros teriam sido lançados por uma farmácia localizada em Mato Grosso do Sul.

A partir da denúncia, os órgãos de controle passaram a cruzar dados fiscais, cadastrais e financeiros, o que permitiu identificar um padrão de irregularidades e a atuação coordenada do grupo investigado.