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Escolas da Série Ouro reclamam de atraso da subvenção do governo estadual

Quinze agremiações divulgam nota conjunta cobrando definição sobre subvenção do Estado às vésperas do Carnaval do Rio

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reprodução

Faltando  dois dias para o início dos desfiles da Série Ouro, as escolas de samba do grupo de acesso acenderam o alerta: o Governo estadual não definiu nem pagou a ajuda financeira prometida. As 15 agremiações divulgaram uma nota oficial cobrando uma solução urgente e afirmam que a situação coloca em risco o desfile e o pagamento de trabalhadores do Carnaval.

Os desfiles das escolas estão marcados para sexta-feira (13) e o sábado (14). A nota divulgada pelas 15 escolas alerta para o risco de não conseguirem concluir seus carnavais.

No documento, as agremiações lembram que o governo estadual anunciou R$ 40 milhões em patrocínio para as escolas do Grupo Especial no Carnaval de 2026, mas até agora não houve assinatura de contrato nem anúncio oficial sobre os repasses destinados à Série Ouro. Segundo as agremiações, esses valores foram pagos regularmente em anos anteriores e são essenciais para a realização dos desfiles.

As escolas afirmam que dependem diretamente desse recurso para finalizar alegorias, fantasias e, principalmente, para pagar trabalhadores que já atuaram na produção do Carnaval. Costureiras, ferreiros, aderecistas, carpinteiros, soldadores, eletricistas, músicos e seguranças estão entre os profissionais que correm o risco de não receber.

Nos últimos carnavais, os repasses estaduais eram feitos por meio de dois contratos: um com a Secretaria de Cultura e outro com a Funarj. O contrato com a Secretaria foi cancelado, mas, segundo as escolas, o governo prometeu manter os recursos via Funarj ou outro órgão estadual. Até agora, essa promessa não se concretizou.

“A consequência é grave e imediata”, diz a nota. As agremiações alertam que algumas escolas podem não conseguir desfilar, o que afeta toda a cadeia produtiva do Carnaval e coloca em risco milhares de empregos.

A reportagem da Rádio Manchete aguarda posicionamento do governo do estado.