A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a pedir ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ele cumpra pena em prisão domiciliar por motivos de saúde. A solicitação foi renovada após o envio de um novo relatório médico ao magistrado.
No documento, os advogados afirmam que Bolsonaro apresenta um quadro de “multimorbidade crônica”, com problemas cardíacos e respiratórios, além de sequelas de cirurgias abdominais. Segundo a defesa, essas condições exigem acompanhamento contínuo e colocariam o ex-presidente em risco no ambiente prisional.
Bolsonaro está preso na Papudinha. Moraes havia dado prazo para que os advogados se manifestassem sobre o laudo médico produzido pela Polícia Federal (PF), que avaliou as condições de saúde e de custódia do ex-presidente.
A defesa sustenta que, mesmo com adaptações feitas no presídio, a estrutura do local não garante segurança clínica adequada. Os advogados argumentam que, em casa, seria possível assegurar maior controle do tratamento, resposta mais rápida a emergências e melhor continuidade terapêutica.
Pedidos alternativos
Caso a prisão domiciliar não seja autorizada, a defesa solicita medidas adicionais, como monitoramento médico permanente, acesso facilitado a exames periódicos — incluindo tomografia, Doppler e endoscopia — e ajustes na rotina de fisioterapia. Também pedem acompanhamento mais próximo de profissionais de saúde e familiares.
Divergência com laudo da PF
Em laudo anterior, a Polícia Federal concluiu que o presídio oferece condições adequadas e conta com protocolos para atendimento em situações de urgência. O próprio Bolsonaro declarou recentemente que a cela atual tem melhores condições do que outras em que já esteve custodiado.
Mesmo assim, a defesa afirma que o ambiente carcerário dificulta o cumprimento de recomendações médicas, como dieta fracionada e uso regular de equipamento para tratar apneia do sono. Para os advogados, a transferência para prisão domiciliar é necessária para preservar a saúde do ex-presidente.
O pedido está sob análise do ministro Alexandre de Moraes.






