Grades e tapumes para proteger prédios públicos, monumentos históricos e canteiros já estão instalados pela cidade. O objetivo é evitar atos de vandalismo e preservar o patrimônio da cidade.
A mudança na paisagem é mais visível na região central, que concentra os maiores cortejos de rua. Imóveis e áreas verdes passaram a receber estruturas de proteção nos últimos dias, alterando o visual de pontos tradicionais da cidade às vésperas da folia.
Mais de 40 imóveis públicos foram cercados, além de cerca de 700 canteiros protegidos. Entre os locais estão o Centro Cultural Banco do Brasil, a Igreja da Candelária, o Cais do Valongo, o Edifício Capanema e monumentos da Praça Tiradentes.
Ao menos dez edifícios já estão cercados no Centro. O prédio do Tribunal de Justiça, na Avenida Presidente Antônio Carlos, teve portas e janelas vedadas com placas de alumínio, assim como o Centro Cultural da Procuradoria Geral do Estado, na Rua Primeiro de Março.
Em frente à Praça XV, a Igreja de Nossa Senhora do Carmo foi envolvida por gradis. Na Avenida Rio Branco, uma estrutura branca cerca o Clube Naval, enquanto na Avenida República do Chile o térreo do Edifício Rio Metropolitan Center foi coberto por placas de madeira pintadas de preto.
A Torre Almirante, na Avenida Almirante Barroso, também teve o acesso reduzido a uma pequena entrada entre tapumes. Além disso, a agência do INSS na Avenida Presidente Antônio Carlos, o prédio do Ministério da Fazenda e o Edifício Ventura estão entre os imóveis que receberam proteção extra para o período da festa.
Campanha aposta na conscientização dos foliões
Paralelamente às medidas físicas de proteção, o MetrôRio e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) lançaram a campanha “Quem samba cuida”, com apoio da Riotur e da Dream Factory. A iniciativa leva mensagens de conscientização às estações de metrô, com avisos sonoros gravados por artistas e conteúdos exibidos nas TVs dos trens e nas redes sociais da concessionária.
A campanha orienta o público a não subir em monumentos, não urinar em áreas públicas e não depredar bens históricos ou estruturas do transporte. Entre os artistas que gravaram mensagens estão Léo Santana, Lexa e Pedro Luís, reforçando a ideia de curtir a festa com responsabilidade.
Além do metrô, a ação também estará presente em pontos estratégicos próximos a bens tombados, principalmente nas áreas por onde passam os blocos, como o Centro e a Zona Sul. Em alguns locais, lonas informativas nos cercamentos vão apresentar ao público a história dos monumentos protegidos.

Respeito ao patrimônio
Para a superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Patricia Wanzeller, a colaboração dos foliões é essencial para preservar os bens históricos. Segundo ela, os monumentos contam a história da cidade e do país, e protegê-los é um ato de respeito à memória coletiva.
O presidente da Riotur, Bernardo Fellows, afirma que o carnaval de rua ocupa alguns dos espaços mais simbólicos do Rio e que a campanha funciona como um convite para celebrar com consciência. Para ele, é possível aproveitar a festa e, ao mesmo tempo, cuidar da identidade e do futuro da cidade.
Já a gerente de Marketing do MetrôRio, Simone Pfeil, destaca que a iniciativa reforça a importância da conservação do patrimônio público. Ela lembra que milhares de pessoas passam diariamente pelas estações e serão impactadas pelas mensagens de conscientização, o que aumenta a chance de a campanha ser bem assimilada durante o carnaval.






