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CPI do Crime Organizado avança no caso Banco Master e pede convocação de irmãos de Toffoli

Comissão também solicita quebras de sigilo e documentos ao Banco Central; requerimentos serão votados na próxima reunião

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Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

A CPI do Crime Organizado protocolou, nesta quinta-feira (12/02), requerimentos para convocar José Carlos Dias Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, no âmbito das investigações relacionadas ao Banco Master.

De acordo com o presidente da comissão, senador Fabiano Contarato (PT-ES), os pedidos serão analisados na próxima reunião do colegiado. A pauta também deve incluir requerimentos que mencionam ministros do STF.

Em nota, Contarato afirmou que a CPI cumpre o papel constitucional de investigar possíveis organizações criminosas que atuem por meio do sistema financeiro nacional. Segundo ele, a gravidade dos fatos revelados no caso exige apuração rigorosa e independente.

O senador declarou ainda que a comissão atuará com autonomia e compromisso com o interesse público. “Ninguém será blindado, independentemente do cargo ou da posição que ocupe”, afirmou.

A movimentação ocorre em meio à pressão de parlamentares da oposição sobre o ministro Dias Toffoli. Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, mencionariam o magistrado. Diante disso, deputados do PL e do Novo apresentaram representações à Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitando que o ministro deixe a relatoria do caso no STF.

Além disso, um novo pedido de impeachment contra Toffoli deve ser protocolado no Senado. Parte dos parlamentares também defende a criação de uma CPI específica para apurar a atuação do Banco Master. A proposta, contudo, enfrenta resistência na cúpula do Congresso, que prefere aguardar o andamento das investigações conduzidas pelo Supremo.

Em nota, o gabinete de Toffoli afirmou que os questionamentos se baseiam em ilações. O ministro reconheceu ter sido sócio de uma empresa com participação em um resort no Paraná, informando que vendeu sua parte a um fundo ligado ao pastor Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro. Toffoli declarou ainda que jamais recebeu valores do banqueiro ou de familiares.

Além da convocação dos irmãos do ministro, Contarato solicitou a quebra dos sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da gestora Reag e de seu fundador, João Carlos Mansur. A CPI também requereu ao Banco Central o envio do processo administrativo que levou à liquidação extrajudicial da instituição financeira.