A terça-feira de carnaval representa o ponto alto da festa nas ruas do Rio, reunindo 56 dos 238 blocos previstos no calendário oficial de 2026. Entre megablocos no Centro e cortejos tradicionais em bairros históricos, a cidade vive um dia de grande circulação de foliões e diversidade musical.
A programação espalha multidões por diferentes regiões e exige planejamento do público, principalmente por causa do calor e da necessidade de reforçar a hidratação durante os desfiles mais cheios.
Logo nas primeiras horas da manhã, dois cortejos bastante aguardados abrem o dia com propostas bem diferentes para os foliões.
Megabloco de Ludmilla arrasta multidão no Centro
O Fervo da Lud é apontado como o desfile mais concorrido da terça-feira. O megabloco comandado pela cantora Ludmilla leva ao Centro um repertório que mistura pagode e pop, atraindo principalmente o público jovem.
A dimensão do evento mobiliza esquemas especiais de segurança e atenção redobrada com o bem-estar dos participantes, especialmente em relação ao calor intenso.
Uma hora depois, às 8h, o cenário muda para as ladeiras de Santa Teresa, onde a irreverência dá o tom da festa.
Carmelitas celebram identidade boêmia em Santa Teresa
O Bloco das Carmelitas faz sua segunda e tradicional passagem pelo bairro após abrir oficialmente a folia na sexta-feira. A famosa “freira fujona” volta a conduzir o cortejo, mantendo viva uma das manifestações mais simbólicas do carnaval de rua carioca.
Com forte ligação à cultura local, o desfile reúne samba, fantasias criativas e o clima boêmio característico da região.
Na parte da tarde, a programação se divide entre dois dos blocos mais emblemáticos do carnaval contemporâneo e tradicional da cidade.
Orquestra Voadora e Banda de Ipanema dominam a tarde
A partir das 15h, a Orquestra Voadora ocupa o Aterro do Flamengo, na altura da Glória, com sua mistura de performance visual e potência sonora. A fanfarra combina arranjos de sopro que vão do rock ao maracatu, além de artistas em pernas de pau que transformam o cortejo em um espetáculo.
No mesmo horário, a Banda de Ipanema volta a desfilar na Zona Sul, reunindo diferentes tribos ao som de marchinhas clássicas. O bloco mantém a tradição de décadas como um dos espaços mais democráticos e plurais do carnaval carioca.
Com eventos espalhados por várias regiões e estilos para todos os gostos, a terça-feira encerra o feriado com a expectativa de recordes de público e a confirmação da força do carnaval de rua do Rio.






