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Unidos do Viradouro é CAMPEÃ do carnaval do Rio

Quarto título da Vermelha e Branca de Niterói veio após um desfile cheio de surpresas e marcado pela emoção.

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Foto> RioCarnaval/Liesa

A Unidos do Viradouro é a campeã do carnaval 2026 no Rio de Janeiro. A Vermelha e Branca de Niterói chegou ao seu 4º título com o enredo “Pra cima, Ciça!”, em que exaltou, em vida, Moacyr da Silva Pinto, o Mestre Ciça, de 69 anos, comandante da bateria.

O desfile, o 3º de segunda-feira (16), foi cheio de surpresas, emocionando o público e sobretudo os componentes — muitos ritmistas cruzaram a Avenida às lágrimas.

O Barreto voltou ao lugar mais alto do pódio apenas 2 anos depois do último triunfo, em 2024, em que falou sobre uma serpente mística.

RioCarnaval/Liesa

 

Enredo

A vermelha e branca trouxe como samba enredo “Para cima, Ciça!”, em homenagem a Moacyr da Silva Pinto, mais conhecido como Mestre Ciça. Ele liderou a percussão em dois dos três carnavais vencidos pela Viradouro, em 2020 e 2024, e atuou como Mestre de Bateria no Carnaval deste ano.

A apresentação contou com grande emoção, principalmente pela presença do próprio Ciça no desfile em sua homenagem. O show também foi marcante para Juliana Paes, que voltou para a agremiação após 17 anos longe da Sapucaí.

A Viradouro entregou um desfile recheado de momentos marcantes da grande carreira de Ciça e trouxe um momento definido como “histórico” pelos telespectadores. Ao lado de Juliana Paes, da diretoria e da bateria da escola, o Mestre Ciça subiu a escada do último carro alegórico e ficou em um pedestal, enquanto todos em volta se ajoelhavam para o grande mestre.

RioCarnaval/Liesa

Evolução na Avenida

O inesperado veio já na comissão de frente, quando o próprio Ciça surgiu na encenação, em uma operação “de guerra”.

A abertura contou a história de como o pequeno Moacyr — vivido pelo menino Vitor Gabriel — entrou para o samba. O ato começa com o garoto rodeado por malandros e recebendo a visita de um leão, representando a Estácio de Sá, 1ª agremiação por onde passou.

No meio dessa apresentação, por trás do tripé, uma dupla veio caminhando lentamente e, sem chamar a atenção, se misturou ao corpo de baile. Por trás da roupa igual às dos dançarinos estava Ciça.

O mestre, então, tirou o paletó e se revelou para os holofotes. Ao lado de sua versão mirim, riscou a pista, lembrando seus tempos de passista.

O mestre, na sequência, subiu o tripé, um grande apito estilizado que se transformou nos arcos da Apoteose. Encerrando a encenação, um elevador levantou Ciça para o alto da estrutura.

Quando a comissão de frente chegou ao fim da pista, uma equipe aguardava o homenageado com uma cadeira de rodas. Ele simulou ter passado mal de emoção, mas era parte do plano.

Rapidamente, o mestre foi levado para fora do Sambódromo, onde uma moto com “batedores” estava a postos. O veterano subiu na garupa, e o comboio acelerou rumo à concentração.

Enquanto Ciça voltava para o início da Sapucaí, o desfile prosseguia com homenagens. Uma alegoria reuniu integrantes de outras escolas, incluindo vários mestres de bateria do Grupo Especial e da Série Ouro e o casal de mestre-sala e porta-bandeira Claudinho e Selminha — que haviam acabado de sair pela Beija-Flor. Outro destaque foi o carnavalesco Paulo Barros, que cruzou a Sapucaí aos prantos.

O desfile também contou com o retorno da atriz Juliana Paes como rainha de bateria, após 18 anos de sua última participação, conduzindo os ritmistas da Vermelha e Branca.

A outra surpresa foi uma referência ao desfile de 2007, quando a bateria subiu em um carro alegórico. Liderados por Ciça e Juliana, os ritmistas recriaram a imagem histórica.