O prefeito Eduardo Paes (PSD) anunciou oficialmente que deixará o comando da capital fluminense no dia 20 de março de 2026. A decisão, confirmada nesta quinta-feira (19), marca o início formal de sua terceira tentativa de conquistar o Palácio Guanabara e segue o calendário de desincompatibilização exigido pela Justiça Eleitoral.
Com a renúncia de Paes, o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) assumirá o cargo para concluir o mandato à frente da Prefeitura do Rio de Janeiro.
Aliança com MDB e a escolha da vice
O anúncio da data de saída ocorreu simultaneamente à formalização de uma aliança estratégica com o MDB. Durante solenidade que reuniu lideranças como o ex-presidente Michel Temer e o deputado Baleia Rossi, Paes apresentou a advogada Jane Reis como sua pré-candidata a vice-governadora.
A escolha de Jane é vista como um movimento tático em três frentes:
- Baixada Fluminense: Ela é irmã de Washington Reis, influente liderança da região e presidente estadual do MDB.
- Segmento Religioso: Jane é evangélica e casada com um pastor da Assembleia de Deus, reforçando o diálogo de Paes com esse eleitorado.
- Voto Feminino: A presença de uma mulher na chapa busca ampliar a capilaridade da campanha entre as eleitoras fluminenses.
Cenário Eleitoral e Desafios
A antecipação da saída — embora o prazo legal permitisse a permanência até o fim de abril — visa dar musculatura à campanha em um momento em que Paes já lidera as primeiras sondagens. Segundo o levantamento mais recente do instituto Prefab Future, o prefeito rompeu a barreira dos 40% e registra 43% das intenções de voto no cenário estimulado.
O principal desafio da chapa será equilibrar o apoio do governo federal com as demandas locais, especialmente na área de segurança pública, tema que deve dominar os debates e onde nomes ligados ao setor, como o ex-capitão do Bope Rodrigo Pimentel, começam a ganhar visibilidade nas pesquisas.






