O cenário político no Rio de Janeiro viveu nesta quinta-feira (19) um prenúncio do que será a gestão municipal a partir do próximo mês. Enquanto o prefeito Eduardo Paes (PSD) cruzava o Centro do Rio para consolidar sua pré-campanha ao Governo do Estado, o vice-prefeito Eduardo Cavaliere (PSD) assumia o protagonismo na Câmara Municipal, conduzindo a abertura oficial do ano legislativo.
A missão, tradicionalmente cumprida pelo chefe do Executivo, serviu como um “test-drive” para Cavaliere. Ele assumirá a cadeira de prefeito em caráter definitivo no dia 20 de março, data em que Paes renunciará para disputar o Palácio Guanabara.
O “Prefeito” no Palácio Pedro Ernesto
A recepção a Cavaliere na Câmara foi cercada de simbolismos. Aliado de primeira hora, o presidente da Casa, Carlo Caiado (PSD), referiu-se ao vice-prefeito como “prefeito” em mais de uma ocasião durante a sessão solene.
Em seu discurso na tribuna, Cavaliere adotou um tom de continuidade e reverência ao legado de Paes, mas marcou sua presença como o novo interlocutor direto dos vereadores. “É uma honra indescritível estar aqui. Reafirmo que as conquistas da cidade são resultado do trabalho conjunto entre a Prefeitura e a Câmara, sempre com o foco em melhorar a vida dos cariocas”, destacou.
Divisão de Tarefas
Enquanto o “outro Eduardo” estreitava laços com o Legislativo, o titular da pasta oficializava o apoio do MDB à sua chapa estadual. O evento, na sede emedebista, selou a indicação de Jane Reis para a vice de Paes, confirmando a estratégia de buscar capilaridade na Baixada Fluminense e entre o eleitorado evangélico.
A divisão de agendas nesta quinta-feira desenha a estratégia do PSD para 2026: manter a máquina municipal azeitada sob o comando de Cavaliere e Caiado, liberando Paes para a ofensiva eleitoral pelo interior do estado.






