Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Bolsonaro passa mal de madrugada e é levado ao hospital
Brasil
Bolsonaro passa mal de madrugada e é levado ao hospital
Seleção Brasileira lança nova camisa azul junto à Jordan
Esportes
Seleção Brasileira lança nova camisa azul junto à Jordan
Paciente tenta fugir do Hospital Adão Pereira Nunes pelo teto do CTI
Caxias
Paciente tenta fugir do Hospital Adão Pereira Nunes pelo teto do CTI
Operação mira lixões do Comando Vermelho em Duque de Caxias
Baixada Fluminense
Operação mira lixões do Comando Vermelho em Duque de Caxias
Prefeitura do Rio testa linha até Mesquita e Detro reage
Estado
Prefeitura do Rio testa linha até Mesquita e Detro reage
Vasco ganha de virada do Palmeiras em São Januário
Esportes
Vasco ganha de virada do Palmeiras em São Januário
FBI emite alerta de segurança para premiação do Oscar
Mundo
FBI emite alerta de segurança para premiação do Oscar

Em depoimento à PF, Bolsonaro confirma reunião com Do Val, mas nega ter planejado golpe

Siga-nos no

Foto: Marcos Corrêa

Em depoimento à Polícia Federal, onde ficou por mais de duas horas, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou ter se reunido com o senador Marcos do Val (Podemos-ES) e com o ex-deputado federal Daniel Silveira, em 8 de dezembro do ano passado, mas negou ter aventado planos de gravar o ministro Alexandre de Moraes ou de ter tratado qualquer iniciativa fora das “quatro linhas da Constituição”. Bolsonaro prestou depoimento em investigação da PF sobre declarações de Do Val em entrevistas e lives acerca de uma trama contra Moraes.

Esta é a quarta oitiva de Bolsonaro na PF este ano. O processo no qual Bolsonaro foi intimado a prestar esclarecimentos à PF apura suposto plano para gravar, clandestinamente, Moraes, em tentativa de reverter a derrota do ex-presidente nas últimas eleições. Na condição de testemunha, Bolsonaro respondeu a todas as perguntas sobre as declarações de Marcos do Val.

Logo após a oitiva, Bolsonaro falou à imprensa e confirmou o que disse à PF. Ele revelou que, “dia 9 ou 10 de dezembro, logo após aquela reunião comigo e Marcos do Val, eu respondi para ele: ‘coisa de maluco’. Eu não tinha vínculo com sr. Marcos do Val. Nada foi tratado. Não tinha nenhum plano para gravar o ministro Alexandre de Moraes”, disse.

O ex-presidente também destacou que Do Val quis demonstrar algum grau de amizade com Moraes. “Tudo começou por aí. Houve o contato de Daniel Silveira, que Do Val queria falar comigo assunto importante. O Daniel Silveira queria que o Marcos do Val falasse alguma coisa, mas ele não falou nada. Não sei qual foi o contato do Daniel com o Do Val. O que eu tinha de conhecimento é que eles não tinham relacionamento”, acrescentou.

Bolsonaro confirmou que a reunião com Silveira e Do Val foi no Palácio da Alvorada. E disse que o ministro Alexandre de Moraes jamais foi citado.

O ex-presidente deu a entender que as questões relacionadas com Do Val não devem ser levadas a sério. “Não vou falar se ele inventou. Foi levado ao Alvorada pelo Daniel Silveira porque disse que queria conversar comigo”, acrescentou.

Bolsonaro comentou sobre a quantidade de depoimentos dados à PF e que poderão acontecer mais, citando a busca e apreensão em sua casa, na situação relacionada com os cartões de vacina. “É um ato de esculacho. Fizeram até busca e apreensão na minha casa”, disse.

Na manhã desta quarta (12), o senador Marcos do Val negou envolvimento com qualquer plano golpista e afirmou ter “apreço pela democracia”. Os relatos de Marcos do Val sobre a suposta reunião com Bolsonaro e Silveira contêm diversas contradições.

Em entrevista à revista Veja, concedida em 1° de fevereiro deste ano, o senador afirmou ter ouvido diretamente do então presidente detalhes do plano para gravar Alexandre de Moraes, presidente do Tribunal Superior Eleitoral. Numa segunda versão, o parlamentar afirma que Bolsonaro teria ficado calado e que coube a Daniel Silveira repassar os detalhes do esquema.

Áudio da conversa divulgado pela revista mostra que Marcos do Val é perguntado se o próprio Bolsonaro pediu para que a gravação ilegal fosse feita. Ele responde que “sim”.

“Disse, sim. Que o GSI ia me dar o equipamento para poder montar para gravar. Aí eu falei assim, quando eu falei que ‘mas não vai ser aceito’. ‘Não, o GSI já tá avisado’. Quer dizer, já tinha validado a fala comigo. ‘Eles vão te equipar, botar o equipamento de escuta, de gravação e a sua missão é marcar com o Alexandre e conduzir o assunto até a hora que ele falar que ele, que ele avançou, extrapolou a Constituição, alguma coisa nesse sentido.’ Aí ele falou ‘ó, eu derrubo, eu anulo a eleição, o Lula não toma posse, eu continuo na Presidência e prendo o Alexandre de Moraes por conta da fala dele, que ele teria’”, explicou na gravação.

Em live transmitida no dia 2 de fevereiro, Marcos do Val disse ter sido coagido por Bolsonaro a “dar um golpe de Estado junto a ele”.