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DNA do Crime: Polícia liga grupo de Adilsinho a 20 assassinatos e ‘fuzil da morte’

Laudos de confronto balístico revelam que uma única arma foi usada em sete execuções, incluindo o miliciano Marquinhos Catiri e três agentes de segurança. Contraventor foi preso em mansão em Cabo Frio.

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Divulgação

A prisão do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, ocorrida nesta quinta-feira (26) em uma mansão de luxo em Cabo Frio, abriu caminho para que a Polícia Civil desvendasse a engrenagem de um dos grupos de extermínio mais letais do Rio de Janeiro. Investigações apontam que a organização criminosa está ligada a, pelo menos, 20 homicídios em uma disputa sangrenta que envolve o jogo do bicho e a máfia dos cigarros ilegais.

A peça-chave da investigação é um “fuzil da morte”. Exames de confronto balístico realizados pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) confirmaram que a mesma arma foi utilizada em sete assassinatos distintos entre maio de 2022 e outubro de 2025.

Alvos de Peso: De Milicianos a Policiais

Entre os crimes conectados a esse armamento está a execução de Marcos Antônio Figueiredo Martins, o Marquinhos Catiri, em 2022. Catiri, que era uma liderança do braço armado do bicheiro Bernardo Bello, foi morto em uma emboscada que também vitimou seu segurança, Alex Sandro José da Silva, o Sandrinho.

A letalidade do grupo não poupou as forças de segurança. Os laudos periciais conectam a mesma arma à morte de três agentes:

  • João Joel de Araújo (Policial Civil);
  • Bruno Kilier (Policial Penal);
  • Diego dos Santos Santana (Policial Militar).

O ‘Tribunal do Bicho’ e o Desvio de Dinheiro

Além do fuzil, uma pistola específica foi rastreada em outros dois crimes. Em junho de 2024, o dono de bar Antônio Gaspazianne foi executado com 20 tiros por homens encapuzados. A linha de investigação da Delegacia de Homicídios indica que Gaspazianne foi vítima de um “tribunal” da contravenção, sob a suspeita de que estaria desviando dinheiro da exploração de máquinas de caça-níquel vinculadas ao grupo de Adilsinho.

Adilsinho é apontado como uma figura central na nova geração da contravenção carioca. Ao contrário da velha guarda, seu poder se expandiu através da máfia dos cigarros, setor que gera lucros bilionários e utiliza métodos de guerra para eliminar a concorrência e garantir o monopólio em territórios dominados pela milícia.

A Polícia Civil agora trabalha para identificar os executores que manusearam essas armas e verificar se outros dispositivos apreendidos na mansão de Cabo Frio possuem conexões com inquéritos em aberto.