Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Show de Shakira impulsiona movimento na Rodoviária do Rio no feriadão de maio
Rio de Janeiro
Show de Shakira impulsiona movimento na Rodoviária do Rio no feriadão de maio
Governo do RJ propõe limite para cargos comissionados após série de exonerações
Estado
Governo do RJ propõe limite para cargos comissionados após série de exonerações
União do Parque Acari anuncia novos carnavalescos para o desfile de 2027
Carnaval
União do Parque Acari anuncia novos carnavalescos para o desfile de 2027
Turista se fere após salto imprudente na Pedra do Telégrafo e é resgatado por helicóptero
Rio de Janeiro
Turista se fere após salto imprudente na Pedra do Telégrafo e é resgatado por helicóptero
Quintino terá esquema especial de trânsito para festa de São Jorge
Rio de Janeiro
Quintino terá esquema especial de trânsito para festa de São Jorge
Moraes esclarece que regras do Coaf não têm efeito retroativo
Brasil
Moraes esclarece que regras do Coaf não têm efeito retroativo
Parque Bondinho Pão de Açúcar recebe festival gastronômico internacional no feriadão
Rio de Janeiro
Parque Bondinho Pão de Açúcar recebe festival gastronômico internacional no feriadão

Pedido de prisão de Vorcaro cita organização criminosa, danos bilionários e ameaça às investigações

as investigações revelaram a existência de uma ‘milícia privada” chamada ‘A Turma’, utilizada para monitorar ilegalmente e intimidar adversários, autoridades e jornalistas.

Siga-nos no

reprodução

A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça que levou à prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, nesta quarta-feira (4) cita organização criminosa, danos bilionários e ameaça às investigações e a opositores.

A decisão atende a um pedido da Polícia Federal (PF) por suspeita de crimes contra o sistema financeiro, corrupção, lavagem de dinheiro e obstrução de justiça.

Além de Vorcaro, foram alvo da operação da PF, Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, o coordenador de segurança Luiz Phillipi Mourão, apelidado de “Sicário”, e o policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.

De acordo com o documento, as investigações revelaram a existência de uma “milícia privada” chamada “A Turma”, utilizada para monitorar ilegalmente e intimidar adversários, autoridades e jornalistas.

Mensagens interceptadas pelos investigadores mostram Vorcaro ordenando a Mourão que o jornalista Lauro Jardim, do jornal “O Globo” fosse agredido para “quebrar todos os dentes” em um assalto forjado, após a publicação de notícias contrárias aos interesses do banqueiro.

O jornal, inclusive, emitiu uma nota de repúdio após o caso vir a público, onde classificou a ação como uma tentativa de “calar a voz da imprensa” (leia íntegra abaixo).

O grupo também é acusado de realizar acessos indevidos a sistemas sigilosos da própria Polícia Federal, do Ministério Público Federal e de organismos internacionais, como o FBI e a Interpol, para obter dados protegidos.

Segundo o documento, o esquema contava ainda com a cooptação de servidores de alto escalão do Banco Central, como Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, que ocupavam cargos de chefia na supervisão bancária.

Segundo a PF, eles atuavam como “consultores informais” de Vorcaro, revisando minutas de documentos que o próprio banco enviaria ao órgão regulador e antecipando movimentos de fiscalização.

Em troca, recebiam pagamentos mensais, por vezes de R$ 1 milhão, operacionalizados por meio de contratos simulados de consultoria e empresas de fachada.

Por ordem do STF, os servidores foram afastados das funções e deverão usar tornozeleira eletrônica.

Ao decretar as prisões, o ministro André Mendonça destacou que a liberdade dos investigados colocava em risco a ordem pública e a integridade física de vítimas e autoridades, além de possibilitar a destruição de provas e a continuidade da lavagem de dinheiro.

O ministro também determinou a suspensão das atividades de cinco empresas ligadas ao grupo.

O que dizem os citados
A defesa de Vorcaro negou as acusações e afirmou que o empresário “sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça.”

Os advogados do banqueiro acrescentaram que confiam no “esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta”.

Já a defesa de Fabiano Zettel informou que ele se entregou às autoridades e que está a disposição dos investigadores.