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Taxa de desocupação fica em 5,4% e renda média do trabalhador bate recorde no Brasil

Dados do IBGE mostram estabilidade no mercado de trabalho e aumento do rendimento médio para R$ 3.652 no trimestre encerrado em janeiro

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Foto: José Cruz/Agência Brasil

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em janeiro de 2026, mantendo o mesmo patamar registrado no período anterior e permanecendo no menor nível da série histórica iniciada em 2012. Na comparação com o mesmo período do ano passado, quando o índice era de 6,5%, houve queda de 1,1 ponto percentual. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da PNAD Contínua.

No mesmo período, o rendimento médio real habitual dos trabalhadores chegou a R$ 3.652, o maior valor já registrado na série. O resultado representa alta de 2,8% em relação ao trimestre anterior e de 5,4% na comparação anual.

O número de pessoas desocupadas no país foi estimado em 5,9 milhões, o menor contingente desde o início da pesquisa. O total ficou estável frente ao trimestre anterior, mas caiu 17,1% em relação ao mesmo período de 2025, o que significa cerca de 1,2 milhão de brasileiros a menos em busca de trabalho.

Já a população ocupada atingiu 102,7 milhões de pessoas, também o maior nível da série histórica. O total permaneceu estável no trimestre e apresentou crescimento de 1,7% em relação ao ano anterior. O nível de ocupação da população em idade de trabalhar foi de 58,7%.

Segundo a coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE, Adriana Beriguy, os resultados indicam estabilidade no mercado de trabalho mesmo com a entrada de janeiro, mês em que tradicionalmente ocorre redução de vagas temporárias após as contratações de fim de ano.

A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 13,8%, estável em relação ao trimestre anterior e 1,8 ponto percentual menor que no mesmo período de 2025. O número de pessoas desalentadas — que desistiram de procurar emprego — foi estimado em 2,7 milhões.

Outro destaque foi a queda da informalidade. A taxa ficou em 37,5%, a menor desde julho de 2020, o que representa cerca de 38,5 milhões de trabalhadores informais no país.

Entre os setores da economia, houve aumento no número de ocupados nas áreas de informação, comunicação e atividades financeiras, além de outros serviços. Na comparação anual, o maior crescimento foi registrado no setor de administração pública, educação, saúde e serviços sociais.

A PNAD Contínua é considerada a principal pesquisa sobre mercado de trabalho no Brasil. O levantamento visita cerca de 211 mil domicílios em aproximadamente 3.500 municípios a cada trimestre.