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PF fecha depósito clandestino de cigarros em São Gonçalo ligado à quadrilha de ‘Adilsinho’

No local, os agentes encontraram cerca de 12.500 maços de cigarros com indícios de falsificação.

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Em um novo golpe contra a estrutura logística do contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, a Polícia Federal (PF) desarticulou, na manhã desta quinta-feira (5), um depósito de cigarros ilegais em São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio. No local, os agentes apreenderam cerca de 12,5 mil maços de cigarros falsificados com graves irregularidades de fabricação e rotulagem.

A ação, coordenada pela Delegacia de Repressão a Crimes Patrimoniais e ao Tráfico de Armas (DELEPAT/PF/RJ), surpreendeu dois homens que tentavam retirar a carga às pressas no momento da chegada da polícia. A suspeita é de que eles planejavam remover a mercadoria para evitar o prejuízo financeiro e a apreensão pela PF.

A dupla foi presa em flagrante e encaminhada à Superintendência da Polícia Federal, no Centro do Rio, onde permanecem à disposição da Justiça.

A conexão com a ‘Máfia do Cigarro’

As investigações apontam que o imóvel era um ponto estratégico de armazenamento para a organização criminosa liderada por Adilsinho. O contraventor, apontado como um dos chefes da chamada “máfia do cigarro” e figura central do jogo do bicho no estado, foi preso no fim de fevereiro em Cabo Frio após passar mais de um ano foragido.

O grupo é conhecido pelo uso de violência e controle territorial para dominar o comércio de cigarros ilícitos no Rio de Janeiro. Além do comércio ilegal, a quadrilha é investigada por manter fábricas clandestinas onde trabalhadores estrangeiros, principalmente paraguaios, são mantidos em condições análogas à escravidão.

A carga apreendida passará por perícia técnica para detalhar as substâncias e as fraudes na rotulagem. A Polícia Federal continua as buscas para identificar outros integrantes da rede de distribuição e localizar novos depósitos utilizados pelo bando em diferentes regiões do estado.