A Polícia Federal prendeu, nesta segunda-feira (9), o delegado federal Fabrizio Romano e o ex-secretário estadual de Esportes do Rio, Alessandro Pitombeira Carracena por suspeita de vazamento de informações sigilosas ao Comando Vermelho (CV). A ação acontece no rastro da investigação contra o ex-deputado TH Joias e o ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar.
Uma terceira pessoa, que ainda não foi identificada, também estaria sendo procurada. A operação foi autorizada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo a Polícia Federal, o grupo investigado é suspeito de repassar informações sigilosas sobre operações policiais a integrantes da facção criminosa Comando Vermelho.
Os investigados foram indiciados por crimes como organização criminosa, obstrução de Justiça e favorecimento pessoal. As apurações indicam que dados relacionados à Operação Zargun, que tinha como alvo o ex-deputado estadual TH Joias, teriam sido vazados antes do cumprimento dos mandados judiciais.
De acordo com os investigadores, o suposto vazamento teria permitido que o então parlamentar reorganizasse seu entorno antes da ação policial. Na véspera da operação, ele teria deixado o imóvel onde morava, na Barra da Tijuca, Zona Sudoeste, com indícios de retirada apressada de objetos.
A PF afirma que as investigações apontam para a existência de uma possível rede de proteção institucional, com acesso a informações reservadas que teriam beneficiado integrantes da facção.
Também foram indiciados Flávia Júdice Neto, Jéssica Oliveira Santos e Tharcio Nascimento Salgado.
Durante as investigações, o desembargador Macário Júdice Neto, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, chegou a ser preso, mas não foi indiciado. Segundo a Polícia Federal, a Lei Orgânica da Magistratura prevê procedimento específico para responsabilização de magistrados.
*Matéria atualizada 14h52 para incluir a prisão de Alessandro Pitombeira Carracena.






