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Governo federal cria sala de monitoramento para acompanhar mercado de combustíveis

Medida busca avaliar impactos do conflito no Oriente Médio e prevenir riscos de desabastecimento no país

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Foto: André Motta de Souza/Agência Petrobras

O Ministério de Minas e Energia (MME) anunciou a criação de uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para acompanhar diariamente o comportamento do mercado de combustíveis no Brasil e no exterior.

De acordo com o governo federal, o espaço reunirá órgãos reguladores e representantes do setor para analisar as condições de oferta, logística e preços, diante das possíveis repercussões do conflito no Oriente Médio — região responsável por cerca de 60% das reservas mundiais de petróleo.

O monitoramento envolve toda a cadeia de abastecimento, incluindo produção, importação e distribuição de derivados no país.

 

Acompanhamento do setor

Segundo o ministério, também foi intensificado o diálogo com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e com empresas que atuam no setor.

O objetivo é identificar rapidamente possíveis riscos de desabastecimento e coordenar ações que garantam a segurança energética e a regularidade do fornecimento.

Apesar da tensão internacional, o governo avalia que o impacto direto no Brasil tende a ser limitado. O país é exportador de petróleo bruto, embora ainda dependa da importação de alguns derivados, especialmente diesel. A participação de países do Golfo Pérsico como fornecedores desses produtos ao Brasil, no entanto, é considerada relativamente pequena.

 

Investigação sobre preços

Paralelamente, a Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), ligada ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, solicitou ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que analise recentes aumentos nos preços dos combustíveis em quatro estados e no Distrito Federal.

O pedido foi feito após sindicatos de postos relatarem que distribuidoras teriam reajustado os valores repassados aos estabelecimentos, citando a alta do petróleo no mercado internacional.

Até o momento, segundo o governo, a Petrobras não anunciou novos reajustes nos preços praticados em suas refinarias. O Cade deverá avaliar se há indícios de práticas que possam prejudicar a livre concorrência, como eventual coordenação de preços entre empresas do setor.