O Governo do Rio de Janeiro assinou, nesta quinta-feira (12/03), o contrato de permissão para a operação dos trens, entre a secretaria de Transporte e Mobilidade Urbana (Setram) e o consórcio Nova Via Mobilidade.
A mudança marca o fim do antigo modelo de concessão e estabelece um período de transição de até 90 dias, com operação assistida entre a nova empresa e a antiga concessionária.
O que muda na gestão:
- Remuneração por KM: Diferente do modelo anterior, o pagamento ao operador será baseado na quilometragem percorrida, e não apenas no volume de passageiros.
- Eficiência financeira: O novo formato evita reequilíbrios contratuais frequentes em caso de queda na demanda.
- Metas de Desempenho: A empresa será avaliada por índices de performance para garantir a qualidade do serviço.
Investimentos e Melhorias
O Estado prevê um aporte de R$ 652 milhões nos próximos cinco anos. Os recursos serão destinados a intervenções críticas, como: substituição de trilhos, dormentes e postes; revitalização de transformadores; modernização da rede aérea; e auditoria independente para acompanhar as obras.
Segurança em foco
Para reforçar a proteção na malha ferroviária, o governo estuda transformar o atual Grupamento Ferroviário (GPFer) em um batalhão especializado da Polícia Militar.
Atualmente, o sistema atende mais de 300 mil passageiros diariamente. Segundo a secretária Priscila Sakalem, o foco imediato é estabilizar a operação e garantir a continuidade do serviço com dignidade para a população.






