A Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta sexta-feira (13) para manter a prisão preventiva do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O julgamento ocorre na Segunda Turma da Corte, em sessão virtual.
O relator do caso, ministro André Mendonça, votou pela manutenção da prisão e foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques, formando placar de 3 a 0. O ministro Gilmar Mendes ainda não apresentou voto e tem prazo até a próxima semana para se manifestar.
Outro integrante da turma, o ministro Dias Toffoli, declarou-se impedido de participar do julgamento por motivos pessoais. A suspeição ocorre quando o magistrado entende que pode não ter a imparcialidade necessária para analisar o processo e decide se afastar da decisão. Toffoli não detalhou os motivos da medida.
A decisão ocorre após a nova prisão de Vorcaro, decretada em 4 de março, juntamente com a prisão preventiva de outras três pessoas. Outras investigadas cumprem medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
Os mandados foram autorizados por Mendonça com base em investigação da Polícia Federal que aponta indícios de tentativa de obstrução das investigações. Segundo os investigadores, os envolvidos teriam formado um grupo para acessar informações sigilosas e intimidar jornalistas e adversários.
Na decisão, o relator também citou indícios de acesso irregular a sistemas restritos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e até de organismos internacionais, como a Interpol.






