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Vereador Salvino Oliveira diz que R$ 100 mil sob suspeita são de prêmio da ONU

Vereador rebate acusação de elo com o Comando Vermelho, afirma que valores atípicos vêm de premiação internacional

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Reprodução

O vereador Salvino Oliveira (PSD) quebrou o silêncio nesta segunda-feira (16) para contestar as investigações da Polícia Civil que levaram à sua prisão temporária na última semana. O parlamentar afirmou que a movimentação de R$ 100 mil em sua conta — apontada como “atípica” pelos investigadores — refere-se, na verdade, a um prêmio internacional da ONU.

Segundo Salvino, o valor é fruto de sua eleição como “Jovem Ativista Global” pela Young Activists Summit, em reconhecimento ao seu trabalho com tecnologia em favelas.

O vereador negou qualquer ligação com o Comando Vermelho (CV) ou negociações de quiosques na Gardênia Azul. Natural da Cidade de Deus, ele classificou a operação como uma tentativa de silenciar lideranças comunitárias, citando o caso de Marielle Franco.

“Não encontraram absolutamente nada na minha casa. Não tenho a menor ligação com o Comando Vermelho, mas, ainda assim, passei três dias preso”, declarou o parlamentar.

Salvino foi detido na quarta-feira (11) durante uma operação contra o envolvimento de agentes públicos com o tráfico. Ele foi solto dois dias depois por decisão do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). Antes de assumir a cadeira na Câmara, ele atuou como Secretário Municipal da Juventude.

Em nota oficial, o Governo do Rio rebateu as críticas de “politização” da investigação:

“A representação pela prisão foi feita em 1º de janeiro de 2026. O Ministério Público analisou e deu parecer favorável em 21 de janeiro de 2026. O Poder Judiciário autorizou os mandados em 27 de fevereiro de 2026. E os mandados foram expedidos em 3 de março de 2026. Ou seja, a análise da prisão passou por três esferas diferentes e independentes: Polícia Civil, MP e Judiciário. Não é decisão de governo, é decisão da Justiça. Se durante uma investigação aparecem provas de crime, a polícia faz o que a lei manda: investiga, pede a prisão à Justiça e prende.

O governo do estado estranha que o prefeito esteja adotando esse tipo de comportamento, tentando politizar uma investigação conduzida de forma totalmente legal. Ao fazer esse tipo de insinuação, acaba colocando sob questionamento não apenas o trabalho da Polícia Civil, mas também a atuação do Ministério Público e do Poder Judiciário.

A Polícia Civil atua de forma independente e tem como missão combater o crime organizado, inclusive quando há indícios de ligação entre agentes públicos e facções criminosas. Tentar transformar uma investigação séria em narrativa de perseguição política é uma tentativa inaceitável de desviar o foco de fatos graves, apurados pelas forças de segurança.”