As câmeras corporais dos três policiais militares envolvidos na ação que terminou com a morte da médica Andréa Marins Dias estavam descarregadas e não registraram a ocorrência, segundo o comando da corporação.
A médica de 61 anos foi morta no domingo (15/03), durante uma uma suposta perseguição em Cascadura, na Zona Norte do Rio.
As imagens seriam fundamentais para esclarecer se os agentes confundiram o carro da médica com o de criminosos e atiraram contra uma inocente. O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC).
No início da noite de domingo, moradores relataram ter ouvido tiros. Um deles gravou imagens que mostram um carro branco com marcas de disparos no para-brisa. A Polícia Militar informou que também havia marcas na parte traseira do veículo.
Nas imagens, um policial dá ordens por cerca de um minuto: “Desce do carro. Desce ou vai morrer”. Sem resposta, ele bate com o fuzil na janela e repete: “Desce do carro, desce”.
Segundo a investigação, a médica já estava morta. Ela havia acabado de sair da casa dos pais.
O comando da Polícia Militar confirmou que os três agentes — que foram afastados do patrulhamento — usavam câmeras corporais, mas os equipamentos estavam sem bateria. As imagens, consideradas decisivas para esclarecer a dinâmica do caso, não foram registradas.
As armas utilizadas na ação foram apreendidas para perícia.
Em nota, a PM afirmou que o caso é apurado e que há normas rígidas que determinam que policiais devem retornar à unidade ao identificar falhas ou mau funcionamento nas câmeras para substituição dos equipamentos.
O enterro de Andréa ocorreu nesta tarde no Cemitério da Penitência, na Zona Norte, e foi reservado a parentes e amigos.






