Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Em crise, Botafogo tenta manter bom retrospecto contra Palmeiras
Botafogo
Em crise, Botafogo tenta manter bom retrospecto contra Palmeiras
Agentes da Força Municipal passam a usar câmeras corporais nos uniformes
Rio de Janeiro
Agentes da Força Municipal passam a usar câmeras corporais nos uniformes
PF abre inquérito para investigar preços abusivos de combustíveis
Brasil
PF abre inquérito para investigar preços abusivos de combustíveis
Prefeitura anuncia que apagará mural em homenagem a filho de traficante na Lapa
Rio de Janeiro
Prefeitura anuncia que apagará mural em homenagem a filho de traficante na Lapa
Câmara do Rio doou R$ 100 milhões para Super Centro Carioca de Saúde da Zona Oeste
Política
Câmara do Rio doou R$ 100 milhões para Super Centro Carioca de Saúde da Zona Oeste
PM faz operação em comunidades da Região Central do Rio
Estado
PM faz operação em comunidades da Região Central do Rio
Justiça do Rio nega habeas corpus ao goleiro Bruno
Geral
Justiça do Rio nega habeas corpus ao goleiro Bruno

Investigação de perseguição contra secretário do Rio é transferida para a Delegacia de Homicídios

Polícia deixa de tratar episódio apenas como tentativa de roubo e passa a apurar possível atentado contra João Pires.

Siga-nos no

reprodução Youtube

A Polícia Civil transferiu para a Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNSG) a investigação da perseguição contra o secretário municipal de Defesa do Consumidor, João Pires, que relatou ter sido seguido por criminosos com fuzis na Rodovia Amaral Peixoto, na madrugada desta terça-feira (17).

A mudança ocorre após o surgimento de informações de que o secretário vinha sofrendo ameaças, o que levou a corporação a ampliar a linha de investigação para possível atentado contra a vida de um agente público.

Segundo a Polícia Civil, a DH é uma unidade especializada em casos complexos e a investigação segue em andamento.

O caso havia sido registrado inicialmente na 75ª DP (Rio do Ouro) como tentativa de roubo de veículo.

Relato de perseguição com fuzis
João Pires se pronunciou nesta terça-feira pela primeira vez após o episódio. Ele afirmou que seguia para Maricá quando percebeu que estava sendo acompanhado por outro carro. De acordo com ele, criminosos abriram as portas do veículo e apontaram dois fuzis em sua direção. “Não tinha dúvida de que o alvo era eu. Não era o único carro, a pista estava movimentada”, declarou o secretário, ao relatar a perseguição.

Aos 27 anos, Pires disse que dirigia sozinho, em um carro blindado, quando percebeu a aproximação suspeita de outro veículo. Segundo ele, a ação foi rápida e violenta.

O secretário descreveu com precisão o momento mais tenso da ocorrência. Segundo seu relato, os criminosos abriram as portas do carro e imediatamente fizeram a abordagem armada. “Um carro emparelha com o meu carro, abre as duas portas do lado do carona e apontam dois fuzis para o meu carro. A primeira reação que tive, por estar num carro blindado, foi acelerar”, contou.

O secretário disse que acelerou o carro — que é blindado — e foi perseguido por cerca de dois quilômetros.

Na tentativa de escapar, ele entrou em um posto de combustíveis ao avistar uma viatura policial, mas acabou colidindo com um carro estacionado ao perder o controle da direção. Ninguém ficou ferido.

Os criminosos não efetuaram disparos e fugiram.

Ameaças e reforço na segurança

O prefeito Eduardo Paes já havia classificado o episódio como atentado e afirmou que João Pires sofre ameaças recorrentes em razão da atuação contra irregularidades no setor de combustíveis.

Após a transferência do caso, a segurança do secretário foi reforçada.

Segundo a prefeitura, Pires já utilizava carro blindado e contava com medidas de proteção devido ao risco associado à função.

A Polícia Civil não descarta nenhuma hipótese e trabalha para identificar os autores e esclarecer a motivação do crime.