A seleção de futebol feminino do Irã voltou ao país, nesta quarta-feira (18), após cinco jogadores retirarem pedido de asilo na Australia, onde disputaram a Copa da Ásia feminina. Durante a competição, atletas se recusaram a cantar o hino nacional e foram chamadas de “traidoras de guerra”, pela televisão estatal do país.
O caso aconteceu em meio ao conflito que envolve Irã, Estados Unidos e Israel. Os ataques contra o país resultaram na morte do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.
Após a repercussão na televisão local, seis jogadoras e um integrante da comissão técnica haviam solicitado asilo, alegando medo de perseguição caso retornassem ao Irã. Nesta terça-feira (17), o grupo chegou a Istambul, na Turquia. Na manhã desta quarta-feira (18), o elenco embarcou rumo a Igdir, no leste do país.
O grupo da seleção ainda teve que enfrentar cerca de duas horas de viagem até passarem pelo controle de passaportes no posto fronteiriço de Gurbulak e entrou no território iraniano.
A Federação Iraniana de Futebol afirmou, na semana passada, que as jogadoras que mudaram de ideia e voltariam ao país junto com o restante da delegação “para serem novamente acolhidas por suas famílias e por sua pátria”.
De acordo com a Reuters, duas atletas ainda seguem na Austrália. A agência afirma que elas foram fotografadas treinando em um clube da liga australiana.






