Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Mortes por câncer colorretal podem triplicar no Brasil até 2030, aponta estudo
Saúde
Mortes por câncer colorretal podem triplicar no Brasil até 2030, aponta estudo
Nove dias após incêndio em Ramos, moradores seguem fora de casa e enfrentam fumaça constante
Rio de Janeiro
Nove dias após incêndio em Ramos, moradores seguem fora de casa e enfrentam fumaça constante
Lula regulamenta ECA Digital e restringe recursos de plataformas
Brasil
Lula regulamenta ECA Digital e restringe recursos de plataformas
Avenida Brasil terá interdições noturnas para retirada de estrutura em Irajá
Rio de Janeiro
Avenida Brasil terá interdições noturnas para retirada de estrutura em Irajá
Bandidos mortos em operação no Morro dos Prazeres estavam na casa do morador que também morreu
Destaque
Bandidos mortos em operação no Morro dos Prazeres estavam na casa do morador que também morreu
Niterói prepara fan fest da Copa com telões e grandes shows no Caminho Niemeyer
Niterói
Niterói prepara fan fest da Copa com telões e grandes shows no Caminho Niemeyer
Alerj aprova política para reduzir uso excessivo de celulares entre jovens no Rio
Política
Alerj aprova política para reduzir uso excessivo de celulares entre jovens no Rio

Maioria dos brasileiros rejeita taxa mínima para entregas por aplicativo, aponta Quaest

Levantamento indica preocupação com alta de preços e impacto maior sobre a população de baixa renda

Siga-nos no

Foto: Reprodução

Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (17) revela que 71% dos brasileiros são contrários à proposta do governo de estabelecer uma taxa mínima para entregas por aplicativo.

A medida prevê um valor base de R$ 10 por entrega, além de R$ 2,50 por quilômetro adicional acima de 4 km. Segundo o levantamento, 76% dos entrevistados afirmam já conhecer a proposta, enquanto 24% dizem não ter conhecimento.

Para a maioria, a mudança deve pesar no bolso: 78% acreditam que os preços dos pedidos vão subir. Outros 17% avaliam que não haverá alteração, e apenas 5% acham que os valores podem diminuir.

O impacto social também preocupa. De acordo com a pesquisa, 86% dos entrevistados consideram que a medida afetaria principalmente os mais pobres, contra 14% que veem maior impacto entre os mais ricos.

O estudo foi realizado em parceria com a Associação Nacional de Restaurantes (ANR) e ouviu 1.031 pessoas com 16 anos ou mais, entre os dias 13 e 16 de março. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

Para o presidente-executivo da ANR, Fernando Blower, a regulamentação do trabalho de entregadores é necessária, mas precisa ser equilibrada. Segundo ele, a criação de valores mínimos pode encarecer o serviço, afetar consumidores — especialmente os mais vulneráveis — e pressionar bares e restaurantes, principalmente os de pequeno porte que dependem do delivery.

A pesquisa também mostrou resistência dos consumidores a pagar mais caro pelo serviço: 71% disseram que não aceitariam aumento nas tarifas de entrega, enquanto 29% afirmaram que estariam dispostos a arcar com custos maiores.

Além disso, 60% dos entrevistados defendem que o governo deveria reduzir a criação de novas regras para empresas, enquanto 40% avaliam que a regulamentação deveria ser ampliada.