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Campanha Março Azul-Marinho alerta para prevenção e diagnóstico precoce do câncer de intestino

Doença está entre as mais comuns no país e pode ter mais de 90% de chance de cura quando detectada cedo

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Foto: Reprodução

O mês de março é marcado pela campanha Março Azul-Marinho, que reforça a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer colorretal, também conhecido como câncer de intestino. A iniciativa busca ampliar o acesso à informação sobre a doença, que está entre as mais frequentes no Brasil.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o país deve registrar cerca de 53,8 mil novos casos anuais de câncer colorretal entre 2026 e 2028. Atualmente, o tumor já figura entre os três mais comuns na população brasileira e tem avançado em razão de fatores como envelhecimento, sedentarismo e hábitos alimentares inadequados.

Segundo o oncologista Jorge Abissamra, da Hapvida, o câncer colorretal se desenvolve no intestino grosso, que inclui o cólon e o reto, geralmente a partir de lesões benignas chamadas pólipos.

“O câncer colorretal é um tumor que, na maioria das vezes, começa como pequenos pólipos na parede do intestino. Com o passar dos anos, algumas dessas lesões podem sofrer alterações genéticas e evoluir para câncer, por isso a importância do rastreamento e da remoção precoce desses pólipos”, explica o especialista.

Nos estágios iniciais, a doença pode não apresentar sintomas. Quando surgem, os sinais mais comuns incluem sangue nas fezes, alterações no hábito intestinal, dor abdominal, anemia, perda de peso e cansaço frequente. A orientação é procurar avaliação médica caso esses sintomas persistam por mais de duas semanas.

O rastreamento é indicado, em geral, a partir dos 45 anos, mesmo sem sintomas, e pode começar antes em pessoas com histórico familiar. Entre os exames estão a pesquisa de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia, considerada o método mais completo por permitir diagnóstico e retirada de pólipos no mesmo procedimento.

“A colonoscopia permite visualizar todo o intestino grosso e, se houver pólipos, eles podem ser retirados durante o próprio exame. Isso significa que, além de diagnosticar precocemente, o exame também ajuda a prevenir o câncer”, destaca o oncologista.

Além dos exames, a adoção de hábitos saudáveis é fundamental para reduzir o risco da doença. Especialistas recomendam manter uma alimentação rica em fibras, praticar atividade física regularmente, evitar o tabagismo e moderar o consumo de álcool e de carnes processadas.

Quando identificado precocemente, o câncer colorretal tem altas chances de cura, podendo ultrapassar 90%. Nesse contexto, campanhas como o Março Azul-Marinho são fundamentais para incentivar a prevenção e o cuidado com a saúde.