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Parque Laje pode ganhar título de patrimônio imaterial do Rio

Medida aprovada amplia proteção a área do Jardim Botânico e reforça sua importância cultural no estado

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reprodução

Um dos espaços mais tradicionais do Rio de Janeiro, o Parque Lage, no Jardim Botânico, está mais próximo de receber o título de patrimônio cultural e imaterial do estado. A proposta foi aprovada em segunda discussão, nesta quarta-feira (25), na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), consolidando o avanço da iniciativa no plenário.

A medida busca reconhecer oficialmente a relevância histórica, artística e ambiental da área, que ao longo dos séculos se transformou em um dos principais pontos de convivência e produção cultural da cidade.

A área onde hoje funciona o parque remonta ao período colonial, quando abrigava um engenho de açúcar. As terras pertenciam a Antônio Salema, governador do Rio de Janeiro no século XVI, e se estendiam até as margens da atual Lagoa Rodrigo de Freitas.

No século XIX, a propriedade foi adquirida por um lorde inglês, que encomendou a criação de um jardim em estilo romântico. Em 1859, o terreno passou a integrar o patrimônio da família Lage, que deu nome ao espaço.

Transformações ao longo do tempo

Entre 1913 e 1920, a área deixou temporariamente de pertencer à família, mas foi readquirida por Henrique Lage, empresário e neto de Antonio Martins Lage. Ele promoveu intervenções no local, incluindo a construção de uma edificação inspirada em um palazzo romano e a reformulação do projeto paisagístico.

O parque também passou a abrigar atividades ligadas às artes a partir da década de 1960. Em 1974, foi criada a Escola de Artes Visuais do Parque Lage, consolidando o espaço como referência na formação artística.

Reconhecimento cultural e ambiental

Ao longo das décadas, o Parque Lage se firmou como um dos principais patrimônios culturais e ambientais da cidade. Em 1957, o local foi tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como patrimônio histórico e cultural.

Desde 2004, o parque também integra o território do Parque Nacional da Tijuca, reforçando sua importância ambiental. A proposta aprovada no Legislativo estadual reconhece esse conjunto de atributos ao estabelecer o título de patrimônio cultural e imaterial do estado.