O combate ao mercado ilegal de dispositivos móveis no Rio de Janeiro alcançou uma marca histórica. Em quase um ano de atividades, a Operação Rastreio, conduzida pela Polícia Civil, já recuperou 13,3 mil aparelhos roubados ou furtados em todo o território fluminense.
Iniciada em maio do ano passado, a força-tarefa é considerada a maior iniciativa do Estado para desarticular a cadeia criminosa que envolve desde o assaltante na ponta até os grandes esquemas de receptação e desbloqueio. Até o momento, a operação contabiliza 850 prisões de criminosos e a restituição de 6 mil celulares aos seus legítimos donos.
Evolução para Crimes Financeiros
A operação, que começou focada na recuperação física dos bens, evoluiu para o combate a crimes complexos. Em fases recentes, realizadas em março de 2026, a Polícia Civil mirou quadrilhas especializadas em fraudes bancárias a partir de celulares roubados. O alvo principal foram pontos de revenda no Centro do Rio, como o mercado da Uruguaiana, onde criminosos acessavam contas das vítimas para realizar transferências via “laranjas”.
Como reaver o aparelho
A devolução dos bens recuperados é feita de forma sistemática. A Polícia Civil entra em contato com as vítimas exclusivamente por canais oficiais, incluindo mensagens via WhatsApp ou ligações telefônicas da delegacia responsável.
Para garantir a segurança do processo e evitar golpes, as autoridades reforçam que:
- O proprietário deve comparecer à delegacia indicada.
- É necessário levar documento de identidade e, se possível, a nota fiscal ou caixa do aparelho.
- Todo o procedimento é gratuito e realizado em ambiente policial.
A Secretaria de Polícia Civil orienta que a população mantenha o boletim de ocorrência atualizado com o número do IMEI (identificação única do celular), fator determinante para o sucesso do rastreio e da futura devolução.






