O presidente Donald Trump sinalizou a assessores a intenção de encerrar a ofensiva militar contra o Irã. A decisão ocorreria mesmo sem a reabertura do Estreito de Ormuz, rota vital que movimenta grande parte do petróleo mundial e segue bloqueada por Teerã.
O recuo estratégico baseia-se no risco de o conflito ultrapassar o prazo de seis semanas estipulado pela Casa Branca.
Os pontos centrais da nova estratégia:
- Foco militar restrito: A prioridade passa a ser o enfraquecimento da marinha iraniana e a destruição de arsenais de mísseis, em vez de uma ocupação prolongada.
- Pressão sobre aliados: Caso o bloqueio persista, Washington deve exigir que países da Europa e do Golfo assumam o protagonismo na desobstrução da via marítima.
- Risco econômico e eleitoral: A alta nos preços do combustível e os impactos na economia global preocupam o governo em pleno ano de eleições para o Congresso americano.
Cenário de incerteza
Apesar das discussões de bastidores por uma desescalada, o discurso público de Trump permanece agressivo. Nesta segunda, o presidente ameaçou atingir a infraestrutura energética iraniana caso não haja avanços diplomáticos.
Paralelamente, os EUA mantêm o reforço militar no Oriente Médio, incluindo o envio de navios de assalto e paraquedistas. O jornal também revelou que o Pentágono estudou operações de alto risco para capturar estoques de urânioenriquecido em solo iraniano, embora a prioridade atual seja evitar uma guerra de longa duração.






