Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Edson Fachin abre discussão sobre fim do inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal
Brasil
Edson Fachin abre discussão sobre fim do inquérito das fake news no Supremo Tribunal Federal
Após tragédia na Tijuca, prefeito anuncia regras mais rígidas para bicicletas elétricas
Rio de Janeiro
Após tragédia na Tijuca, prefeito anuncia regras mais rígidas para bicicletas elétricas
Retotalização no TRE-RJ mantém composição do PL da Alerj e efetiva novo deputado
Política
Retotalização no TRE-RJ mantém composição do PL da Alerj e efetiva novo deputado
Menino morto em atropelamento na Tijuca será enterrado no Caju nesta quarta-feira (1º)
Rio de Janeiro
Menino morto em atropelamento na Tijuca será enterrado no Caju nesta quarta-feira (1º)
Lula oficializa indicação de Jorge Messias ao STF
Brasil
Lula oficializa indicação de Jorge Messias ao STF
STF analisa sucessão no RJ após reunião entre Edson Fachin e Ricardo Couto
Política
STF analisa sucessão no RJ após reunião entre Edson Fachin e Ricardo Couto
Lula sanciona lei que amplia licença-paternidade para até 20 dias
Brasil
Lula sanciona lei que amplia licença-paternidade para até 20 dias

Remédios podem ter reajuste de até 3,81% a partir desta terça

Percentual varia conforme o tipo de medicamento e serve como teto

Siga-nos no

reprodução

Os preços dos medicamentos vendidos no Brasil podem subir a partir desta terça-feira (31/03), com reajuste máximo de até 3,81%, segundo resolução publicada pelo governo federal no Diário Oficial da União.

O aumento foi autorizado pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão responsável por definir os limites de preços no país.

Como será o reajuste
A resolução estabelece três faixas de aumento, que funcionam como um teto para os preços:

Nível 1: até 3,81%
Nível 2: até 2,47%
Nível 3: até 1,13%
Esses níveis variam de acordo com características do mercado de cada medicamento, como concorrência e participação de genéricos.

Em quais níveis estão os principais medicamentos
O percentual de reajuste varia conforme o nível de concorrência de cada medicamento no mercado. Em geral, remédios com muitos fabricantes —especialmente genéricos— tendem a ficar nas faixas com maior teto de aumento, enquanto produtos com pouca concorrência entram nos níveis mais baixos.

Neste ano, o reajuste médio autorizado ficou em até 2,47%, o menor patamar em quase duas décadas e abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses, de acordo com a CMED. O índice vem em trajetória de queda desde 2023, após anos em que chegou a ultrapassar os 10%.

Entre os tratamentos para doenças crônicas mais comuns no Brasil, a distribuição costuma seguir este padrão:

Nível 1 (maior teto de reajuste): medicamentos com alta concorrência

Inclui remédios amplamente disponíveis, com várias marcas e genéricos no mercado. É o caso de grande parte dos tratamentos para hipertensão e colesterol alto. Exemplos:

diuréticos como hidroclorotiazida; bloqueadores de canal de cálcio, como amlodipina; inibidores da ECA, como captopril e enalapril, além de losartana; betabloqueadores, como atenolol e propranolol; estatinas, como sinvastatina e atorvastatina; metformina, usada no tratamento da diabetes.

Nível 2 (concorrência intermediária): mercado com alternativas, mas ainda limitado

Reúne medicamentos que já têm alguma competição, mas não na mesma escala dos mais populares. Podem entrar nessa faixa, por exemplo:

versões mais recentes de tratamentos para diabetes; alguns antidepressivos e ansiolíticos mais novos; medicamentos de marca que já perderam exclusividade, mas ainda têm poucos concorrentes diretos.

Nível 3 (menor teto de reajuste): baixa concorrência

Inclui medicamentos com poucas opções disponíveis no mercado, geralmente mais novos ou com tecnologia mais complexa. Exemplos:

insulinas de ação prolongada, como a insulina glargina.

Medicamentos usados no tratamento da depressão, de forma geral, seguem a lógica da concorrência: como há diversas opções disponíveis, muitos antidepressivos tendem a se concentrar nas faixas com maior teto de reajuste.

Na prática, essa divisão reflete o funcionamento do mercado farmacêutico: quanto maior a concorrência, maior tende a ser o limite de reajuste autorizado —mas também maior a chance de descontos e variações de preço para o consumidor.

Aumento não é automático
Apesar da autorização para o reajuste, os preços dos medicamentos não sobem automaticamente.

Cabe às farmacêuticas decidir se vão aplicar o aumento —e em que percentual, desde que respeitem o limite estabelecido pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

Na prática, isso significa que alguns remédios podem não ter reajuste, outros podem subir abaixo do teto permitido e os aumentos podem ser repassados de forma gradual ao longo dos próximos meses, e não necessariamente de uma só vez.