O Ministério da Justiça e Segurança Pública anunciou a ampliação do programa Celular Seguro com a criação de uma base nacional capaz de monitorar, em tempo real, celulares roubados ou furtados em todo o país.
A proposta é integrar automaticamente dados do aplicativo, registros de ocorrência e sistemas estaduais já existentes, sem necessidade de inserção manual. Com isso, será possível acompanhar todo o ciclo do aparelho, desde o registro do crime até a recuperação, incluindo informações sobre localização e bloqueio.
A medida ainda depende da publicação de um ato normativo para entrar em vigor. Enquanto isso, a Secretaria Nacional de Segurança Pública já iniciou articulações com estados e o Distrito Federal para viabilizar a expansão do sistema.
De acordo com o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a iniciativa representa uma evolução no modelo atual, tornando a proteção mais automática e eficiente. A expectativa é reduzir a dependência de ações do cidadão e ampliar a capacidade de resposta das forças de segurança.
A implementação será gradual. Inicialmente, 14 estados que já utilizam o Programa de Proteção ao Ecossistema de Dispositivos Móveis terão acesso imediato a funcionalidades avançadas, como integração entre boletim de ocorrência e bloqueio automático do aparelho, além de medidas de proteção financeira.
Nos demais estados, a adesão ocorrerá por meio de acordos de cooperação e integração tecnológica. Segundo o diretor da Senasp, Anchieta Nery, o novo sistema permitirá acompanhar a movimentação dos dispositivos na rede de telefonia em tempo real, ampliando a inteligência e agilizando a recuperação dos aparelhos.






