A missão Artemis II deu um passo decisivo ao deixar a órbita da Terra após a chamada injeção translunar, manobra que impulsiona a nave rumo ao espaço profundo em direção à Lua. A operação foi autorizada pela Nasa somente após a confirmação de que todos os sistemas da cápsula Orion estavam funcionando conforme o esperado.
Considerada a última grande queima de motor da missão, a manobra coloca a nave em uma trajetória de retorno livre, permitindo que ela viaje até a Lua e volte à Terra aproveitando a gravidade lunar. Segundo o administrador da agência, Jared Isaacman, a operação foi concluída com sucesso, marcando oficialmente o início da jornada da tripulação rumo ao satélite natural.
Logo após a execução da manobra, os astronautas relataram boas condições a bordo e entusiasmo com o avanço da missão. Entre eles está o canadense Jeremy Hansen, que se torna o primeiro não americano a participar de uma missão desse tipo.
Com a rota definida, a missão entra agora em uma fase de testes críticos. Durante o trajeto, serão avaliados sistemas de suporte de vida, comunicação e navegação em um ambiente além do alcance dos satélites terrestres. Trata-se do primeiro voo tripulado para além da órbita da Terra desde a histórica missão Apollo 17, realizada em 1972.
A previsão é que, no dia 5 de abril, a cápsula Orion alcance a esfera de influência gravitacional da Lua. Já no dia seguinte, a nave deve passar a poucos milhares de quilômetros da superfície lunar, momento em que os astronautas poderão observar o satélite de perto. Durante esse trecho, a comunicação com a Terra será interrompida por cerca de 30 a 50 minutos, quando a nave cruzar o lado oculto da Lua.
Após o sobrevoo, a missão inicia o retorno, novamente utilizando a gravidade lunar para ajustar a trajetória. O encerramento está previsto para o dia 10 de abril, quando a cápsula reentrará na atmosfera terrestre em alta velocidade e fará um pouso no Oceano Pacífico, onde será resgatada.
A missão Artemis II não prevê pouso na Lua, mas representa um passo fundamental para futuras explorações tripuladas, incluindo a retomada das viagens humanas à superfície lunar.






