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Novo GSI do Rio estuda continuidade do programa Barricada Zero e reavalia contratos

Pasta revisa gastos e e reavalia contratos

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reprodução

O novo secretário do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) do Rio de Janeiro, Lisandro Leão, assumiu o comando da pasta nesta semana em um momento de instabilidade política no estado. Com a possibilidade de mudanças no cenário eleitoral e até de novas eleições no horizonte, o delegado iniciou sua gestão adotando uma estratégia de revisão ampla das atividades do órgão.

Segundo reportagem do jornal O Globo, o secretário decidiu realizar um diagnóstico completo do GSI, mesmo sem garantia de permanência prolongada no cargo, abrangendo programas operacionais, contratos administrativos e a composição de cargos de confiança. A iniciativa ocorre em meio a um ambiente de incerteza sobre a continuidade da atual estrutura de governo.

O Gabinete de Segurança Institucional tem papel central na estrutura do Executivo estadual. Entre suas atribuições estão a segurança pessoal do governador e de seus familiares, além da proteção de instalações oficiais, como o Palácio Guanabara e residências vinculadas ao governo.

A pasta também é responsável pela gestão das aeronaves oficiais e, desde o ano passado, passou a coordenar o programa Barricada Zero, criado durante a gestão do ex-governador Cláudio Castro. A iniciativa tem como objetivo retirar obstáculos instalados em comunidades e que dificultam a atuação das forças de segurança.

Embora o GSI não execute diretamente as ações em campo, sua função envolve o planejamento e a articulação entre órgãos como a Polícia Militar e prefeituras. As operações contam com equipamentos específicos, incluindo retroescavadeiras blindadas utilizadas na remoção de barricadas.

A revisão anunciada pelo novo secretário não implica, necessariamente, na descontinuidade do programa. Nos últimos quatro meses, o Barricada Zero registrou atuação em 227 comunidades, com a retirada de aproximadamente 14 mil toneladas de entulhos e a prisão de 90 pessoas.

Os números colocam o programa no centro da análise da nova gestão, que pretende avaliar sua efetividade, custos e impacto na segurança pública.

Contratos sob análise e gastos com aeronaves

Outro foco da reavaliação são os contratos firmados pelo GSI. A pasta conta com um orçamento anual de cerca de R$ 64 milhões, o que inclui despesas operacionais e contratações de serviços.

Entre os contratos que devem passar por análise está o de uso de jatinhos particulares para o transporte de autoridades estaduais. O serviço, contratado como táxi aéreo, já custou R$ 17,4 milhões aos cofres públicos nos últimos três anos e inclui registros de voos e passageiros que não são divulgados publicamente.

A revisão desses acordos faz parte do esforço de reorganização administrativa conduzido pela nova chefia do gabinete.

Exonerações e mudanças na estrutura

As primeiras alterações na composição do GSI já começaram a ser implementadas. Desde segunda-feira, ao menos 24 pessoas foram exoneradas de cargos que vão desde funções de chefia até posições de apoio.

A maior parte dos desligamentos envolve profissionais da área de segurança. Entre os exonerados estão 10 policiais civis — da ativa e aposentados —, seis policiais militares, um policial federal aposentado e uma bombeira militar.

As mudanças indicam uma reestruturação interna em curso, que pode se aprofundar à medida que o diagnóstico da pasta avance.

A movimentação no GSI ocorre em paralelo a um contexto político instável no estado do Rio de Janeiro, marcado por incertezas sobre a continuidade do atual governo. A possibilidade de mudanças no comando do Executivo influencia diretamente decisões administrativas e estratégias adotadas por secretarias.

Nesse cenário, a revisão conduzida por Lisandro Leão sinaliza uma tentativa de reorganizar o funcionamento da pasta enquanto o ambiente político permanece indefinido.