Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Ministério da Justiça pede apuração de bloqueios da Meta a perfis antes do 2º turno
Brasil
Ministério da Justiça pede apuração de bloqueios da Meta a perfis antes do 2º turno
Quatro novos viadutos são liberados ao tráfego na Serra das Araras na Dutra
Sul Fluminense
Quatro novos viadutos são liberados ao tráfego na Serra das Araras na Dutra
Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 170 milhões neste domingo
Geral
Mega-Sena sorteia prêmio acumulado em R$ 170 milhões neste domingo
Flávio Bolsonaro tem 51,2% dos votos válidos contra 48,8% de Lula no 2º turno, diz pesquisa Ipespe/Abrapel
Eleições 2026
Flávio Bolsonaro tem 51,2% dos votos válidos contra 48,8% de Lula no 2º turno, diz pesquisa Ipespe/Abrapel
Papa Leão XIV recebe alta após cirurgia para tratar câncer de pulmão
Destaque
Papa Leão XIV recebe alta após cirurgia para tratar câncer de pulmão
ISP: Rio tem queda em crimes, mas roubos de veículos aumentam
Estado
ISP: Rio tem queda em crimes, mas roubos de veículos aumentam
Ancelotti fará convocação da seleção brasileira para amistosos contra Japão e Cingapura no dia 29
Seleção Brasileira
Ancelotti fará convocação da seleção brasileira para amistosos contra Japão e Cingapura no dia 29
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

Ação judicial tenta barrar dragagem em rio de Niterói após denúncias ambientais

Entidade aponta supressão de vegetação e risco de enchentes em obra do programa Limpa Rio

Siga-nos no

Ambientalistas de Niterói afirmam que a vegetação ciliar foi removida após a atuação de um trator do Inea no Rio João Mendes. Foto: Divulgaçã/Felipe Queiroz

Uma ação civil pública protocolada na Justiça de Niterói solicita a suspensão imediata das obras de dragagem no Rio João Mendes, localizado na Região Oceânica do município. A medida foi motivada por denúncias de possíveis danos ambientais ligados a intervenções do programa estadual Limpa Rio.

A iniciativa é do Instituto Floresta Darcy Ribeiro (Amadarcy), que acusa o Instituto Estadual do Ambiente (Inea) de não cumprir condicionantes previstas na licença ambiental durante serviços realizados em março.

Segundo a entidade, as intervenções teriam ocorrido em desacordo com a Licença Ambiental Unificada que rege o programa. Entre os problemas apontados estão a retirada de vegetação ciliar, atuação em Área de Preservação Permanente sem autorização específica, descarte inadequado de sedimentos e impactos na estabilidade das margens do rio.

 

Denúncias e registros

Vídeos anexados ao processo, gravados entre os dias 25 e 27 de março, mostram máquinas operando nas margens do rio e o acúmulo de material dragado nas proximidades. A Amadarcy também afirma que a ecobarreira instalada no local em 2022 foi danificada durante a ação.

De acordo com o ambientalista Felipe Queiroz, integrante da entidade, a retirada da vegetação e o depósito de sedimentos nas margens agravaram a situação e podem configurar crime ambiental. Ele também relatou a destruição de estruturas de apoio existentes no local e a remoção da ecobarreira, que ajudava a conter resíduos destinados a áreas sensíveis da região.

 

Impactos e riscos

A entidade destaca que o Rio João Mendes tem papel importante na drenagem urbana e no equilíbrio ambiental da região. Segundo os ambientalistas, a área vinha passando por recuperação gradual, com regeneração da vegetação e retorno de espécies.

Com a intervenção, porém, há preocupação com o aumento da erosão, do assoreamento e do risco de alagamentos em áreas próximas.

 

Debate político

A dragagem teria sido realizada após solicitação do vereador Michel Saad, que divulgou imagens da operação nas redes sociais e afirmou ter atendido a pedidos de moradores que relataram alagamentos no bairro de Maravista.

A ação gerou críticas entre parlamentares. Vereadores como Binho Guimarães e Professor Tulio questionaram a forma como a intervenção foi conduzida e levantaram dúvidas sobre seus impactos ambientais.

 

Posicionamento do Inea

Em nota, o Instituto Estadual do Ambiente informou que o desassoreamento segue a legislação ambiental e tem como objetivo reduzir alagamentos causados pelo transbordamento do rio.

O órgão explicou que o serviço inclui a remodelação das margens para aumentar a estabilidade e minimizar riscos de erosão. Após a conclusão das obras, está prevista a recomposição da vegetação.

O Inea também afirmou que a ecobarreira foi retirada temporariamente para a execução dos trabalhos e já foi reinstalada, além da remoção de resíduos acumulados no trecho durante a intervenção.