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MP prende policiais militares por venda de armas e drogas para facções criminosas no Rio

Operação do Gaeco, com apoio da Corregedoria da PM, cumpre mandados em batalhões da Zona Norte e Zona Oeste.

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Raphael Nascimento Ribeiro, Ricardo da Silva Ferreira e Thiago Corrêa da Costa — Foto: Reprodução

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), uma operação para prender três policiais militares acusados de desviar armas e drogas apreendidas em serviço para revendê-las a facções criminosas. A ação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) com o apoio da Corregedoria da PM, cumpre três mandados de prisão e oito de busca e apreensão.

Os Alvos da Operação

Os agentes presos foram identificados como:

  • Raphael Nascimento Ribeiro, lotado no 14º BPM (Bangu);
  • Ricardo da Silva Ferreira, sargento do 41º BPM (Irajá);
  • Thiago Corrêa da Costa, atualmente no 18º BPM (Jacarepaguá), mas que atuava no batalhão de Irajá à época dos crimes.

As diligências ocorrem em endereços residenciais e dentro das próprias unidades policiais. Por determinação judicial, as equipes realizaram buscas nos armários particulares dos agentes e nos setores de inteligência (P2) dos batalhões envolvidos. Até o momento, foram apreendidos entorpecentes, munições, um caderno de anotações e R$ 5 mil em espécie.

Investigação e Provas

O esquema começou a ser desvendado após uma perícia no celular de um dos suspeitos, alvo de uma operação anterior contra milícias em Nilópolis, na Baixada Fluminense. No aparelho, promotores encontraram conversas explícitas sobre a comercialização de material ilícito.

Segundo a denúncia do MPRJ, os policiais utilizavam o cargo para confiscar carregamentos de criminosos e, em vez de apresentá-los na delegacia, negociavam a carga com grupos rivais ou com as próprias facções de origem. Em um dos diálogos interceptados, os investigados tratavam da venda de uma carga de 140 quilos de maconha.

Reincidência e Punição

O desvio de material apreendido por agentes de segurança é considerado uma das faces mais graves da corrupção policial, pois realimenta o poder bélico e financeiro do tráfico. Os acusados responderão por crimes como tráfico de drogas, associação para o tráfico e peculato (apropriação de bens públicos ou sob custódia do Estado).