Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Movimentos sociais estendem bandeira nos Arcos da Lapa cobrando abertura dos sigilos de Flávio Bolsonaro
Rio de Janeiro
Movimentos sociais estendem bandeira nos Arcos da Lapa cobrando abertura dos sigilos de Flávio Bolsonaro
Freiras chamam atenção ao tirar férias em praias de Búzios com hábito religioso
Costa do Sol
Freiras chamam atenção ao tirar férias em praias de Búzios com hábito religioso
Quaest: avaliação de Lula melhora e 45% consideram seu governo superior ao de Bolsonaro
Eleições 2026
Quaest: avaliação de Lula melhora e 45% consideram seu governo superior ao de Bolsonaro
Seppen investiga visita de prefeita de Belford Roxo a Márcio Canella
Baixada Fluminense
Seppen investiga visita de prefeita de Belford Roxo a Márcio Canella
Quaest, 2º turno: Flávio Bolsonaro, 45%; Lula, 44%; cenário indica empate técnico
Destaque
Quaest, 2º turno: Flávio Bolsonaro, 45%; Lula, 44%; cenário indica empate técnico
Papa Leão XIV retoma audiências após cirurgia no pulmão e é recebido com aplausos no papamóvel
Mundo
Papa Leão XIV retoma audiências após cirurgia no pulmão e é recebido com aplausos no papamóvel
Governo RJ cria programa para combater discriminação e ampliar direitos da população LGBTQIA+
Estado
Governo RJ cria programa para combater discriminação e ampliar direitos da população LGBTQIA+
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

STF fica dividido sobre eleição no RJ e empate expõe impasse sobre sucessão

Zanin defende voto popular e vê “burla” na renúncia de Castro, enquanto Fux apoia eleição indireta por deputados

Siga-nos no

Foto: Antonio Augusto/STF

O julgamento no Supremo Tribunal Federal que vai definir como será a eleição para governador do Rio de Janeiro expôs uma divisão entre os ministros. Até o momento, o placar está empatado em 1 a 1, com posições opostas sobre o modelo do pleito.

O ministro Cristiano Zanin votou pela realização de eleições diretas, com participação da população. Para ele, a renúncia do ex-governador Cláudio Castro, ocorrida às vésperas do julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, não pode afastar as consequências da decisão que resultou na cassação do mandato. O ministro classificou a saída do cargo como uma tentativa de driblar os efeitos da Justiça Eleitoral.

Zanin também levantou a possibilidade de que, caso o STF opte pelo voto direto, seja discutida a data da eleição — podendo ocorrer ainda neste ano ou ser unificada com o calendário eleitoral de outubro. Nesse cenário, o atual chefe do Executivo, Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, poderia permanecer interinamente no cargo até a definição do novo governador.

Já o ministro Luiz Fux abriu divergência ao defender a realização de eleições indiretas, conduzidas pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Para ele, a renúncia de Castro deve ser considerada como fator determinante para o tipo de eleição, afastando a aplicação automática das regras do Código Eleitoral para casos de cassação.

Fux também citou a proximidade das eleições gerais de 2026 como argumento contra a convocação de um novo pleito direto, destacando custos elevados e dificuldades operacionais para organizar duas votações em um intervalo curto de tempo.

O caso envolve ainda o debate sobre qual legislação deve prevalecer: o Código Eleitoral, que prevê eleição direta em caso de cassação, ou a lei estadual, que autoriza eleição indireta em situações de vacância não eleitoral.

A análise foi suspensa e será retomada com o voto de outros ministros. A decisão final vai definir não apenas o formato da eleição, mas também as regras e o calendário para a escolha do governador que comandará o estado até 2027.