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CPI do Crime Organizado chega à reta final com foco no caso Master

Colegiado encerra trabalhos amanhã sob críticas, embates com o STF e tentativa frustrada de ampliar prazo para concluir investigações

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Reprodução Senado

Instalada em novembro de 2025 com a missão de investigar a atuação de facções criminosas, milícias e esquemas de lavagem de dinheiro no país, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado no Senado chega ao fim nesta terça-feira (14/04), sob questionamentos quanto à efetividade de seus resultados.

Após mais de quatro meses de funcionamento, o colegiado encerra os trabalhos com produção robusta de dados, mas com foco concentrado na reta final em um eixo de investigação principal: o chamado caso do Banco Master.

No escopo da investigação do Master, o colegiado conseguiu aprovar requerimentos de quebra de sigilo bancário e fiscais de Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, fundador do banco alvo de polêmicas.

E foi além: conseguiram aprovar um pedido de convocação do empresário Yan Felix Hirano, “suposto facilitador da fase de colocação de recursos ilícitos no sistema financeiro formal”.

Segundo o requerimento apresentado pelo relator, Alessandro Vieira (MDB-SE), ele tem ligação com o narcotraficante espanhol Oliver Ortiz de Zarate Martin, preso em junho de 2013 no Rio de Janeiro e condenado a 16 anos por lavagem de dinheiro e tráfico internacional de cocaína.

Ortiz utilizava empresas de fachada, registros em nome de laranjas e aquisição de imóveis abaixo do valor de mercado para lavar recursos do tráfico.

Ao longo de sua vigência, a comissão aprovou centenas de requerimentos, convocou autoridades e reuniu documentos sobre a atuação de organizações criminosas.

CPI do Crime Organizado tentou focar no Master na reta final

CPI funcionou por mais de quatro meses e termina em 14 de abril sob dúvidas sobre sua efetividade: comissão foi criada para investigar facções, milícias e lavagem de dinheiro no país.

Colegiado produziu grande volume de dados, mas concentrou esforços finais no caso Banco Master: foco inicial amplo acabou reduzido a um eixo específico de investigação financeira.

A atuação do STF limitou medidas da CPI, como quebras de sigilo e convocações obrigatórias: parlamentares criticaram decisões, apontando prejuízo ao avanço das apurações.

Pedido de prorrogação de 60 dias não avançou, mantendo encerramento no prazo original: relatório final deve destacar suspeitas envolvendo o Banco Master e conexões políticas.