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Rio está há mais de um ano sem divulgar qualidade da areia das praias

Falta de dados preocupa frequentadores e levanta alerta sobre riscos à saúde na orla

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Foto: Divulgação/Águas do Rio

Frequentadores das praias do Rio de Janeiro estão há mais de um ano sem acesso a informações sobre a qualidade da areia. A Prefeitura não divulga os resultados das análises bacteriológicas desde novembro de 2024, o que tem gerado preocupação entre moradores, atletas e trabalhadores da orla.

No site da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima, não há atualizações recentes sobre o monitoramento. O serviço é realizado pela concessionária Águas do Rio em parceria com a prefeitura.

Sem os dados, quem utiliza a praia com frequência diz se sentir exposto a possíveis riscos. As análises indicam a presença de bactérias e fungos e classificam a areia em níveis como não recomendada, regular, boa ou ótima.

Criado em 2010, o programa de monitoramento chegou a ser interrompido durante a pandemia e foi retomado em 2022, com coletas em diversos pontos da cidade, incluindo praias da Zona Sul, o Piscinão de Ramos, a Ilha do Governador e Paquetá.

Especialistas alertam que a falta de transparência pode comprometer a saúde pública, já que a areia também é um ambiente de uso frequente. Trabalhadores da orla e frequentadores relatam preocupação constante com possíveis doenças, como micoses.

Em nota, a Secretaria informou que o monitoramento continua sendo feito, mas que o programa passa por revisão técnica, o que levou à suspensão temporária da divulgação dos boletins. Ainda não há previsão para a retomada das atualizações.