Ouça agora

Ao vivo

Reproduzir
Pausar
Sorry, no results.
Please try another keyword
Turismo no Rio movimenta R$ 17 bilhões e recebe 1,3 milhão de estrangeiros no primeiro semestre
Rio de Janeiro
Turismo no Rio movimenta R$ 17 bilhões e recebe 1,3 milhão de estrangeiros no primeiro semestre
Brasil permanece fora do Mapa da Fome e registra menor índice de insegurança alimentar da história
Brasil
Brasil permanece fora do Mapa da Fome e registra menor índice de insegurança alimentar da história
PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre negociação de apartamento
Política
PF intima Jaques Wagner para depor em investigação sobre negociação de apartamento
Governo do Rio exonera 173 cargos após fusão de secretárias de Agricultura
Estado
Governo do Rio exonera 173 cargos após fusão de secretárias de Agricultura
Quase toda a Zona Sul do Rio tem praias impróprias para banho, aponta Inea
Rio de Janeiro
Quase toda a Zona Sul do Rio tem praias impróprias para banho, aponta Inea
Incêndio atinge depósito da Águas do Rio em Queimados e é controlado pelos bombeiros
Baixada Fluminense
Incêndio atinge depósito da Águas do Rio em Queimados e é controlado pelos bombeiros
União de Maricá amplia parceria para levar legado de Darcy Ribeiro à Sapucaí
Maricá
União de Maricá amplia parceria para levar legado de Darcy Ribeiro à Sapucaí
2804-prefni-banner-saedas-728x90
2804-prefni-banner-saedas-728x90
previous arrow
next arrow

PF encontra falhas nos laudos dos mortos em megaoperação no Rio

Documento enviado ao STF aponta lacunas em exames cadavéricos e falta de dados em materiais analisados

Siga-nos no

reprodução

A Polícia Federal identificou inconsistências em laudos de exames cadavéricos relacionados à megaoperação realizada contra o Comando Vermelho no Rio de Janeiro, em outubro do ano passado. As informações foram divulgadas pelo portal Metrópoles e constam em documento encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com a PF, os laudos elaborados pela Polícia Civil do Rio apresentam lacunas e ausência de informações consideradas essenciais para a análise completa dos casos. Apesar disso, os investigadores afirmam que o material está sendo revisado e que relatórios detalhados devem ser concluídos em até 90 dias.

A corporação informou que solicitou à Polícia Civil a complementação dos dados faltantes. A intenção é reavaliar cada uma das mortes registradas durante a operação, cruzando os laudos com exames de necropsia e outros elementos disponíveis.

A investigação é um desdobramento de problemas já identificados anteriormente pela PF, que apontoufalhas técnicas e lacunas em vídeos enviados pela Polícia Civil. Além disso, a Polícia Federal destaca que ainda não recebeu imagens produzidas pela Polícia Militar, o que dificulta a reconstrução completa do que ocorreu.

Segundo os investigadores, cerca de 400 horas de gravações foram entregues, mas parte do material apresentou falhas, como arquivos com erro de leitura e ausência de códigos de verificação — elementos importantes para garantir a autenticidade das imagens.

Essas inconsistências reforçam a necessidade de uma análise mais aprofundada sobre a operação, que já é alvo de questionamentos devido à sua letalidade e à falta de transparência em alguns registros.

Operação mais letal do país

Batizada de “Contenção”, a ação foi deflagrada com o objetivo de cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão contra integrantes do Comando Vermelho, incluindo lideranças de outros estados que estariam escondidas na região.

O saldo da operação foi de 122 mortos — sendo 117 suspeitos e cinco policiais —, tornando o episódio o confronto policial mais letal da história do Brasil. A dimensão do caso e as inconsistências apontadas pela PF colocam a operação sob escrutínio das autoridades e do Judiciário.